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Maionese sem ovo

by 1 de Maio de 2020

Esta é a melhor maionese vegan de sempre e a mais fiel à original – caseira – que eu fazia (antes de deixar de comer ovos) e que me saía tão bem. Quando aprendi a fazer maionese ainda vivia em casa da minha mãe e lembro-me que o meu irmão gostava tanto da minha maionese que a comia com pão… Oh my God! Também não era preciso tanto…

Sei fazer outras receitas de maionese sem ovo e que ficam bastante boas e parecidas com a original, outras completamente diferentes e que a substituem bem, como a de abacate por exemplo, mas esta é de facto a verdadeira maionese – não é a Hellmans 🙂 -, aquela que me sai sempre bem e que fica sempre com ótimo sabor.

Nesta receita o que vai substituir o ovo é a aquafaba, que é na realidade o ingrediente secreto desta maionese sem ovo.

O que é a aquafaba?

A aquafaba, para quem não conhece, é a água de cozer leguminosas, mas não é necessariamente a água que fica na panela depois de cozer as leguminosas. Apesar do termo se aplicar à água do cozimento de qualquer leguminosa, a aquafaba mais popular em receitas veganas, e aquela que eu utilizo nesta e noutras receitas, é a de grão.

A aquafaba é aquela água viscosa que normalmente se descarta quando se compra grão já cozido em frasco, estão a ver?

Parece descartável, de facto, mas com ela é possível fazer mil e uma receitas veganas que usem claras em castelo, pois é o substituto vegano perfeito das claras. Que tipo de receitas? Mousse de chocolate, suspiros, macarons, etc, etc. Tudo isto é possível fazer com a água de cozer o grão, é verdade. Parece estranho, não é? E não deixa de ser, mas garanto que as receitas de sobremesas com aquafaba não sabem nada mesmo a grão. As coisas que uma pessoa descobre quando se torna vegetariana. 🙂

Como a textura da aquafaba é viscosa, ao estilo da clara do ovo, com a força da varinha, o comportamento vai ser exatamente o mesmo do ovo e assim conseguimos uma maionese em tudo igual à original, mas sem produtos de origem animal.

Lembro-me que por vezes a maionese tradicional com ovo não pegava à primeira. Quem me ensinou a fazer disse-me que quando isso acontecesse, se devia fazer uma nova por cima, ou seja duplicando os ingredientes no mesmo copo, e depois bater a segunda maionese por cima da falhada. Cheguei a fazer isto algumas vezes, mas a quantidade de maionese que dava era imensa… Na altura o meu irmão não se importava nada.

Como fazer se esta maionese sem ovo não pegar?

Com esta maionese também já me aconteceu por várias vezes não conseguir que ela pegasse logo à primeira tentativa. O que faço normalmente é colocar um pouco mais que aquafaba (1 ou 2 colheres) e voltar a bater, ou seja, como se juntasse mais um ovo, e com este procedimento sempre consegui.

Resumindo: não houve nenhuma vez que tivesse tentado fazer esta maionese sem ovo que não tivesse conseguido, mesmo nas situações que não correram bem à primeira, acabei sempre por a conseguir salvar.

Porque não devem tentar fazer esta maionese com aquafaba “caseira”?

Em primeiro lugar porque não vai pegar. A água resultante do cozimento do grão em casa, numa panela por exemplo, ainda não passou para a textura que esta receita requer, ou seja ainda não está em estado viscoso. Para isso é necessário que passe por mais um estágio no frigorífico e de acordo com alguns procedimentos prévios. Um processo que futuramente poderei explicar até num post apenas dedicado à aquafaba.  

Espero que experimentem e que gostem desta receita. Podem personalizar a vossa maionese sem ovo com o que mais gostarem (curcuma, alho, ervas aromáticas, etc).

Ingredientes

  • 250ml de azeite (ou quem preferir usar óleo também e coloca metade/metade – 125g de cada)
  • 1 colher de sopa de mostarda (se não tiverem, usem uma pitada de curcuma )
  • 1 colher de chá (ou sopa para quem procura um sabor mais avinagrado)
  • 3 colheres de sopa de aquafaba (água da cozedura do grão, usar com restos de uma embalagem de grão já cozido)
  • pitada de sal

 

Como se faz a maionese sem ovo?

  1. Colocam-se todos os ingredientes pela ordem que são descritos acima num copo de varinha mágica.
  2. Faz-se exatamente como se se estivesse a bater uma maionese tradicional, ou seja, com a varinha parada até os ingredientes emulsionarem e se transformarem numa mistura homógenea exatamente igual à maionese com ovo.

Salada de couscous ao estilo marroquino

by 19 de Abril de 2020

Esta salada de couscous faz-me viajar até aos sabores de Marrocos, daí o título que escolhi para a receita. É super rápida e fácil de fazer e tem um sabor muito bom e super exótico. A única coisa que demora aqui é mesmo o processo de cozer o grão porque de resto o prato prepara-se em 15 minutos apenas. É uma refeição completa, tem tudo numa simples salada, e pode/deve ser comida fria. Também é muito prática para transportar, levar para o trabalho por exemplo ou para um piquenique, que é o que eu vou fazer hoje!

A receita não tem grandes segredos, mas deixo deixo algumas dicas:

  • Amendoins – Usei amendoim cru e torrei no forno, para não usar amendoins fritos com demasiado sal. Caso não tenham amendoins podem usar amêndoas torradas que também já experimentei e combina igualmente bem.
  • Laranja – Não devem tentar reproduzir esta salada se não tiverem laranja, não fica igual, não há hipótese. A laranja é mesmo o ingrediente-chave desta salada de couscous ao estilo marroquino, tanto pelo seu sumo quanto pela sua raspa (que é aqui o ingrediente secreto) que faz toda a diferença.
  • Sultanas – As que vêem na foto são escuras porque eram as que tinha em casa, mas costumo prepará-la com as brancas e acho que fica ainda melhor. 

Espero que gostem tanto como nós.

Ingredientes

Para 2 pessoas

  • 2 chávenas de couscous cozido (1 chávena cru)
  • 1 chávena de grão-de-bico cozido
  • 1 cebola cortada em quartos de lua (100g)
  • pimento vermelho (40g) 
  • 1/4 chávena amendoins torrados 
  • 1/4 chávena de sultanas
  • sumo e raspa de 1 laranja
  • 1 colher de chá de azeite
  • 1 colher de chá de curcuma
  • 1 colher de café de pimenta preta
  • 1 colher de café de sementes de cominhos (se usarem em pó, coloquem metade)
  • folhas de menta picadas (5g)
  • salsa picada (5g)
  • sal a gosto

 

Como se faz a salada de couscous ao estilo marroquino?

  1. Coloca-se o couscous numa taça e cobre-se com 1 ½ chávenas de água a ferver, tapa-se e reserva-se.
  2. Entretanto, numa frigideira antiaderente coloca-se um fio de azeite com a cebola picada e refoga-se um pouco. Junta-se o pimento e deixa-se refogar mais um pouco . Tempera-se com as especiarias (curcuma, cominhos, sal e pimenta preta) e deixa-se cozinhar um pouco para as especiarias libertarem o seu aroma. Junta-se o grão-de-bico, envolve-se e deixa-se cozinhar por 2-4 minutos mexendo para que incorpore bem os sabores. Tapa-se e reserva-se.
  3. Depois do couscous e da mistura arrefecerem misturam-se ambos os preparados numa taça de salada. Junta-se o amendoim torrado, as sultanas, as ervas (salsa e menta), a raspa da laranja e rega-se tudo com o sumo da mesma laranja.
  4. Envolve-se tudo muito bem e se necessário retificam-se temperos.

Feijoada vegetariana brasileira

by 18 de Abril de 2020

Os dias cinzentos da semana passada continuaram a chamar por pratos quentes e decidi ir buscar inspiração ao nosso país-irmão para criar esta feijoada vegetariana ao estilo brasileiro. Aqui em casa consumimos muito feijão preto, adoramos aliás, mas costumamos prepará-lo de forma simples, apenas refogado com cebola e sem nada à mistura. Já aqui disse noutros posts que desde que aprendi o segredo do feijão preto com uma brasileira, que gostamos ainda mais! 

Porém a semana passada tinha tofu fumado e decidi fazer um prato diferente e mais rico, recriando a tradicional feijoada à brasileira que eu por sinal adorava, servida com banana frita, couve salteada e farofa… Que maravilha!

O tempero ficou ótimo e o sabor suficientemente distinto do do feijão que costumo fazer. Adicionei aqui um ingrediente que acho que fez toda a diferença no sabor: o vinho branco. De resto foi tudo muito básico em termos de temperos como depois irão ver. Não usei sal nenhum porque já tinha cozido o feijão com sal e não senti necessidade. Aqui em casa usamos muito pouco sal.

Podem fazer apenas com vegetais, sem usar tofu, ou podem usar seitan e/ou chouriço vegetariano se preferirem e quiserem uma aproximação mais fiel ao prato tradicional.

A nossa feijoada vegetariana brasileira foi acompanhada com tudo a que tínhamos direito: arroz basmati, farofa (farinha de mandioca frita em azeite), couve galega salteada e foi servida com rodelas de laranja.

Vamos lá então à receita sem mais demoras.

Ingredientes

Para 4 pessoas

  • 3 chávenas de feijão preto previamente demolhado e cozido (500g)
  • 1 chávena de água/caldo da cozedura do feijão (240ml) + água qb 
  • tofu fumado (100g)
  • cogumelos marron laminados (150g)
  • 2 cebolas grande partidas em quartos de lua (220g)
  • 1 alho francês pequeno (40g)
  • 1 cenoura partida em rodelas (110g)
  • pimento vermelho partido em pequenos quadradinhos (40g)
  • 2 alhos esmagados e picados (10g)
  • 1/3 de chávena de vinho branco (80ml)
  • 3 folhas de louro
  • 2 – 3 colheres de chá de alho em pó (dependendo do gosto)
  • pimenta preta a gosto
  • rodelas de laranja a gosto para servir
  • azeite qb para o refogado

 

Como se faz a feijoada vegetariana brasileira?

  1. Num tacho doura-se a cebola com o alho francês e as folhas de louro em azeite e, quando esta estiver translúcida, adicionam-se os alhos e doura-se mais um pouco.
  2. Coloca-se o pimento vermelho e continua-se a refogar (2 min.), depois os cogumelos e temperos (pimenta e alho em pó) e deixa-se cozinhar mais um pouco para os cogumelos libertarem a água (3 min.).
  3. De seguida junta-se o vinho branco, tapa-se e deixa-se mais um pouco a apurar (3 min.).
  4. Coloca-se a cenoura, o tofu e o feijão preto já cozido, cobre-se com água/caldo, retificam-se temperos (alho em pó, pimenta e sal caso usem) e deixa-se ferver.
  5. Depois coloca-se no mínimo e deixa-se apurar mais um pouco.
  6. Aguarda 5 minutos tapados e está pronto para servir com umas rodelas de laranja.

Como fazer aguarelas caseiras

by 15 de Abril de 2020

Hoje trago um daqueles artigos que adoro, um DIY (“Do it Yourself”) ou em bom português: “Faça você mesmo”. Nesta fase de confinamento que todos estamos a viver, criatividade passou a ser a palavra de ordem. Com miúdos em casa a tempo inteiro a precisar de atenção, com trabalho em fila de espera até à noite, com a lida doméstica a ter de ser feita, não está fácil para ninguém, tenho a certeza.

Quem tem miúdos pequenos tem mesmo de se reiventar para os manter ocupados e para conseguir fazer o que tem de ser feito, tentando no meio disto tudo manter a sanidade mental. Por aqui fazemos um pouco de cada:

Por um lado brincamos muito com eles e fazemos atividades, por outro lado também os pomos a fazer coisas connosco, e assim se vai passando o tempo da melhor forma possível e todos saímos a ganhar.

Outra coisa que resulta muito bem é fazer algo com eles que sirva para depois usarem/brincarem, como é o caso destas aguarelas caseiras.

Temos imenso material de desenho, tintas, guaches, aguarelas, pincéis e afins mas deixámos tudo lá em cima no Norte. Como aqui a maior parte das atividades eram feitas na escola, em casa só temos mesmo o básico para fazerem umas pinturas e uns desenhos. Não me apetecia estar a gastar dinheiro a comprar mais aguarelas para ficar com 3 ou 4 caixas daquelas-que-nunca-mais-vão-acabar.

Foi então que decidi por-me a pesquisar como fazer aguarelas caseiras e encontrei algumas receitas. Tinha todos os ingredientes em casa com exceção da Maizena, que fui comprar e que também já usei para fazer outras experiências.

Algumas notas antes de fazerem as aguarelas caseiras:

  • Sobre os ingredientes – São ingredientes comuns que normalmente temos em casa, talvez o menos comum seja o corante alimentar (eu por acaso tinha). A receita original usava xarope de glucose e ensinava a fazer em casa: basta adiciona uma chávena de café de açúcar a meia chávena de café de água, levar ao lume até ferver e dissolver o açúcar. Deixa arrefecer antes de utilizar. 
  • Sobre a  receita – É bem simples, só juntar tudo, mexer e colocar em recipientes e eles podem ajudar a fazer que é a melhor parte. Ficam sempre muito entusiasmados e depois muito ansiosos para ver o resultado final.
  • Sobre os recipientes – Para armazenar usei uns frasquinhos de amostras de cremes que guardo sempre, a maior parte deles com tampa, mas também reutilizei tampas de garrafão. Lembrei-me que também se pode usar caixas de lentes de contacto. Quem compra líquidos de lentes sabe que cada frasco traz uma caixa de lentes, um autêntico desperdício, mas que até pode ter uma segunda vida nesta situação.
  • Sobre as cores – Usei corantes alimentares em bisnaga que tinha ainda por abrir. Tinha comprado com o intuito de usar em plasticinas caseiras há já imenso tempo, mas estavam em fila de espera porque a plasticina que eles têm dura e dura. Também pensei em usar especiarias mas tive medo que não misturasse bem e decidi não inventar. Usámos 4 cores, que eram as que tínhamos e a partir delas criámos mais umas quantas. A paleta de cores que conseguimos criar é a que vêem na foto. Se quiserem cores mais fortes, adicionem mais corante. Notámos que algumas das nossas cores ficaram um pouco pigmentadas, parecia que o corante não misturava bem (nomeadamente o amarelo), mas isso depois não se refletiu na cor, que acabou por ficar homogénea.
  • Sobre o armazenamento – As aguarelas têm de ficar tapadas por isso mesmo que usem tampinhas de garrafão, terão que ter uma caixa onde as conservar fechadas.
  • Sobre o tempo de espera – O resultado neste caso demora 48h. Este foi o único senão que encontrei: as aguarelas caseiras têm de ficar a secar ao sol durante dois dias. Os miúdos estavam ansiosos 

aguarelas caseiras

E pronto, aguarelas prontas, miúdos contentes e orgulhosos do seu próprio feito, e de há dois dias para cá que só querem pintar! Vamos lá então à receita sem mais demoras.

Vão precisar de :

  • 1 colher de sopa de vinagre branco
  • 1 colher de sopa de agave (a receita pedia xarope de glucose de glucose mas eu usei o que tinha)
  • 2 colheres de sopa e bicarbonato de sódio
  • 1 colher de sopa de farinha Maizena
  • 1 recipiente de vidro
  • 1 batedor de varas
  • corante alimentar (várias cores)
  • palitos (para misturar o corante)

Como se fazem as aguarelas caseiras?

  1. Numa taça de vidro junta-se o bicarbonato de sódio com o vinagre e mistura-se. O preparado vai borbulhar, fruto da reação do vinagre com o bicarbonato, e nesta altura eles também vão adorar ver. Acrescenta-se o xarope de glucose e o amido de milho e bate-se muito bem até ficar com um aspeto homogéneo.
  2. Distribui-se a mistura pelos recipientes, enchendo-os apenas até metade.
  3. Deita-se algumas gotas de corante em casa recipiente e mistura-se muito bem com um palito.
  4. Colocam-se as aguarelas ao sol durante dois dias. Depois de secas, é só juntar um pouco de água com o pincel e começar a pintar.

Sopa de lentilhas e cogumelos com miso

by 13 de Abril de 2020

A semana passada estiveram dias cinzentos e chuvosos de Primavera que claramente pediram pratos de conforto. Voltámos às sopas, desta vez uma das minhas favoritas. Um verdadeiro 2 em 1 porque esta sopa, ou caldo, corretamente falando, é super completa, uma autêntica refeição com tudo o que precisamos em termos nutricionais: hidratos de carbono, proteínas, vitaminas, sais minerais e ainda um probiótico: o miso.

Criei esta receita com base numa sopa deliciosa de lentilhas que a minha empregada de Malta fazia. A Cirlene uma pessoa incrível, tão meiga e tão doce, que apareceu no meu caminho. Além de me ajudar a tratar da casa, tratava também do Benjamim enquanto trabalhávamos, ainda para mais, estando a viver fora e sem apoio familiar, era com ela que podíamos contar sempre. No meio disto, e numa ilha onde se falava inglês e maltês, tive a sorte de me cruzar com uma pessoa que falava português, ela era brasileira. Criámos uma relação afetiva muito próxima e ainda hoje mantemos o contacto.

Tenho saudades das segundas-feiras quando chegava a casa do trabalho e ela nos deixava o jantar preparado: uma panela de sopa de lentilhas, um tacho de arroz e outro de feijão preto preparados pela mão de uma verdadeira brasileira. O miúdo pronto e de banho tomado e eu livre para brincar com ele sem ter de me preocupar com mais nada até o deitar. 

Foi com ela também que aprendi a fazer um verdadeiro feijão preto à brasileira! Um dia destes partilho convosco. 

A receita da Cirlene era uma simples sopa de lentilhas verdes, bastante bem temperada com especiarias e tinha um truque que lhe dava um toque final: ela refogava uns alhos à parte e “jogava lá pra dentro”, como ela mesma explicava. A partir da base da sopa de lentilhas dela, eu criei esta que é um autêntico prato completo pois além de lentilhas e legumes, ainda adicionei cogumelos, massinhas e o apontamento final que lhe dá o verdadeiro toque, um probiótico, e que é o ingrediente secreto desta receita: o miso.

No fundo a minha sopa tem pouco a ver com a dela no resultado final, mas serviu-me de inspiração e isso é que importa. 

Ingredientes 

Para 8 pratos de sopa

  • 2 cebolas grandes partidas em quartos de lua (300g)
  • 150g de cogumelos shimeji castanhos (ou pleurotus)
  • 250g de cogumelos Paris laminados (ou cogumelos marron)
  • 3/4 de chávena de lentilhas verdes demolhadas de véspera
  • 12 chávenas de água (aprox.)
  • 1 batata ou 1 curgete ralada (200g)
  • 1 cenoura média partida em rodelas (100g)
  • 1 colher de chá de curcuma
  • 2 colheres de chá de alho em pó
  • 2 folhas de louro
  • pitada de pimenta preta
  • pitada de noz moscada
  • 3 colheres de sopa de miso de cevada
  • azeite para forrar o fundo do tacho
  • pés de coentros inteiros (5g)
  • cebolinho e coentros picados para servir (5g de cada)
  • sementes de abóbora e girassol torradas (opcional)

 

Como se faz a sopa de lentilhas e cogumelos?

  1. Forra-se o fundo de uma panela com azeite, junta-se a cebola e o louro e deixa-se dourar um pouco (2 min). Adiciona-se a curcuma e a pimenta preta, mexe-se e tapa-se um pouco para as especiarias libertarem os seus aromas. Abre-se o tacho e se necessário mexe-se ou junta-se um pouquinho de água, para a cebola não agarrar ao fundo do tacho.
  2. Adicionam-se os cogumelos, um pouco de noz moscada, alho em pó e sal (caso usem). Não abusem do sal porque o miso no final já é salgado!
  3. Quando estiver a ferver junta-se a água e as lentilhas até levantar fervura novamente. Aqui retificam-se temperos por causa da adição da água.
  4. Adiciona-se a curgete ou a batata ralada, a cenoura, os ramos de coentros e deixa-se cozinhar cerca de 20 – 25 minutos ou até às lentilhas estarem macias.
  5. Acrescenta-se a massa e deixa-se cozer até ficar al dente (cerca de 7 min). Nessa altura desliga-se o lume.
  6. Retira-se um pouco de água da sopa para uma taça de vidro e junta-se o miso, mexendo bem para que se dissolva na água. O miso não deve ser cozinhado, sempre colocado no fim pelas suas características probióticas! Junta-se o preparado de miso à nossa sopa, mexe-se bem para incorporar e está pronta para ser servida com coentros frescos, cebolinho e sementes tostadas no prato.

 

Ovos da Páscoa rápidos e sem açucar

by 11 de Abril de 2020

Cá em casa por norma não costumamos festejar a Páscoa. Antes de ter filhos era a altura em que íamos de férias, para aproveitar a quantidade de feriados, sacando mais uns dias, e para usufruir de preços de época (menos) alta. Fazíamos sempre uma viagem de três semanas e eram as nossas férias grandes. 

Este ano, apesar de também não irmos festejar a páscoa, ou seja, será um domingo igual a tantos outros, resolvi preparar uma surpresa para eles. Fiz estes ovos da Páscoa sem açucar que irei esconder no jardim para amanhã de manhã procurarem. À falta da brincadeira da Caça aos Ovos que costumam fazer na escola, decidi fazer algo semelhante de dimensão mais pequena aqui em casa. 

Hoje passei a tarde com eles na cozinha, enquanto um ía desenhando, o outro pintando ou fazendo plasticina, eu dando algum apoio a ambos, fiz o que faltava fazer na lida doméstica e ainda preparei estes ovos da Páscoa rápidos e sem açucar.

Esta receita é muito rápida de fazer, vão precisar apenas de ter os ingredientes, e de 15 minutos no máximo.

Algumas dicas importantes antes de saltarem diretamente para a receita:

  1. Quanto mais processarem a mistura, mais agregada ela irá ficar e mais brilhantes ficarão os ovinhos.
  2. Devem ir abrindo o processador e empurrando a massa aos poucos para baixo com a ajuda de um salazar, pois ela irá colar às paredes, e só depois voltar a bater aos poucos, verificando a consistência frequentemente.
  3. Deixem arrefecer a mistura depois de bater para depois ser mais fácil de moldar os ovos da páscoa, com a massa mais fria.
  4. Usem papel vegetal para colocar os ovos para não colarem ao prato.
  5. Moldem primeiro bolinhas, gastando a massa toda, e só depois façam a forma final do ovo.
  6. Se necessário lavem bem as mãos quando forem fazer a ponta dos ovinhos para a massa não colar.
  7. Levem ao frigorífico para gelarem e não ficarem tão pegajosos.
  8. Embrulhem em papel celofane ou vegetal para garantir que não colam ao recipiente que forem escolher para os colocar/esconder. Eu vou usar frasquinhos de vidro.

Se não têm nada preparado, ainda vão a tempo. Espero gostem e que os vossos miúdos também! Tenham uma boa Páscoa!

Ingredientes 

Para 7 ovinhos 

  • 120g de tâmaras descaroçadas (sem açucar e sem banho de glicose)
  • 60g de amêndoas torradas
  • 1 1/2 colheres de sopa de cacau
  • 1 1/2 colher de sopa de maple syrup (ou outro adoçante líquido à escolha)

Como se fazem os ovos da Páscoa rápidos e sem açucar?

  1. Colocam-se todos os ingredientes num processador de alimentos e bate-se até a massa unir toda. Nota que no início a massa vai ficar toda desintegrada com pequenas partículas, é normal, mas deve-se continuar a bater até ela agregar toda, conforme expliquei na dica número 2.
  2. Moldam-se primeiro as bolinhas, e depois, com as mãos lavadas, estica-se a pontinha e dá-se a forma de ovinhos.

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