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Omelete sem ovos (grão)

by 7 de Abril de 2020

Quem disse que não se fazem omeletes sem ovos está redondamente enganado! Esta omelete faz mesmo lembrar a verdadeira de ovos. Será possível? Sim, é mesmo possível. Como? Usando apenas farinha de grão, uns pózinhos de perlimpimpim e mais dois ou três indredientes. Vamos ver.

Sobre a farinha de grão

Descobri a farinha de grão na Índia, os indianos usam-na muito na sua cozinha, tal como a farinha de lentilhas, e cheguei a tê-la em casa mas não nunca soube muito bem como a usar. Foi na altura em que Malta, numa das minhas sucessivas idas à Sicilia ali ao lado, que a redescobri. Uma das comidas de rua típicas de Palermo, juntamente com outras especialidades fritas, é o panelle, uma espécie de panqueca quadrada/retangular de farinha de grão fininha, que se come tradicionalmente com pão. O panelle também é servido correntemente em muitos restaurantes como entrada, mas os melhores que comi foram mesmo os da rua. Mas a receita de panelle apesar de usar a mesma farinha é um pouco diferente da desta omelete sem ovos, o panelle usa a farinha cozida ao lume para fazer uma massa, que depois se estende e se corta em formas de quadrado ou retângulo, do mesmo modo que se prepara a nossa massa de rissóis.

Da Farinata de Ceci à Omelete de grão sem ovos

Curiosamente nós começámos a usar a farinha de grão para fazer a Farinata de Ceci, um prato típico italiano da Ligúria e da Toscana, mas que é servido um pouco por toda a Itália e até na Sardenha, sob nomenclaturas diferentes. A Farinata de Ceci usa os mesmos ingredientes da massa/polme desta omelete sem ovos, bem simples, com um apontamento de ervas aromáticas, alecrim, e é cozida em forno de lenha.

Nós seguíamos a receita que vinha no pacote da marca da farinha que comprávamos. Depois de experimentarmos uma vez a versão-base, a básica, recriámos várias versões nossas, com os legumes que tínhamos por casa. Normalmente colocávamos tomate seco, folha de beterraba, tomate fresco, espinafres e/ou salsa. A nossa farinata era sempre feita no forno, numa tarteira e ficava um pouco mais alta do que a original, e era ou é deliciosa.

Depois, e dada a farinha de grão ter um sabor tão aproximado ao ovo, fizemos algumas tentativas, falo no plural porque ambos tentámos em momentos diferentes, de fazer algo semelhante na frigideira, mas sem grandes resultados. Nas várias tentativas a nossa omelete sem ovos acabava por partir ao virar ou por agarrar ao fundo. E as razões eram: demasiada massa/polme e frigideira fraca. Há uns dias decidi experimentar noutra frigideira e não podia ter saído melhor. Resultado: omeletes de grão para toda a gente!

Algumas dicas importantes antes de começarem a fazer a omelete de grão:

  1. Vou dar duas versões para fazerem 2 omeletes diferentes. Uma flat e a outra enrolada. A versão flat é a que vêem nas fotos, a versão enrolada nem deu tempo de fotografar. Recheei com queijo vegan Nature & Moi, na falta da minha mozarela fresca de eleição do Petisco Vegan que infelizmente devido á pandemia também não está a produzir. E até que desenrascou muito bem, derreteu e tudo. Parecia mesmo uma omelete de queijo.
  2. Em ambas as receitas eu salteei ligeiramente os ingredientes ao invés de os colocar na polme (farinha de grão + água) e acho que isso ajudou ao resultado final que estava irrepreensível.
  3. Outra dica para esta receita que também já dei em receitas anteriores com a farinha de grão é: usar o sal negro dos Himalaias para um sabor mais aproximado ao ovo.
  4. Finalmente não coloquem demasiada polme, se a vossa frigideira for de diâmetro mais pequeno, é preferível fazer mais do que uma omelete sem ovos, usando apenas a massa suficiente para cobrir o fundo do tacho (cerca de 1cm de altura).

Por fim, não experimentem esta receita:

  1. Se não tiverem uma boa frigideira anti-aderente.
  2. Se não tiverem sal negro e estiverem mesmo a ressacar uma omelete com o verdadeiro sabor do ovo, pois sem ele o sabor não cola tanto ao original, embora seja boa na mesma.
  3. No wok, que também não vai resultar.

 

Ingredientes 

Massa/Polme (para cada omelete)

  • farinha de grão-de-bico (120g)
  • água (160ml)
  • 1 1/2 colher de sopa de azeite
  • 1 colher de chá de curcuma
  • 1 colher de café de sal negro
  • pitada de pimenta preta

Omelete 1

  • 1 cebola partida em quartos de lua (100g)
  • pimento vermelho partido em pequenos quadrados (40g)
  • cebolinho (5g)

Omelete 2

  • 1 cebola picada (100g)
  • salsa picada (5g)
  • queijo vegetal ralado (100g)

 

Como se faz a omelete de grão?

1. Começamos pela massa/polme comum às duas receitas.

Colocam-se todos os ingredientes da massa/polme numa taça e bate-se muito bem com um batedor de varas ou com a ajuda de um liquidificador/processador de alimentos.

2. Para fazer a omelete flat:

Depois da massa/polme pronta (ponto 1).

2.1. Coloca-se numa frigideira anti-aderente um fio de azeite, a cebola e uma folha de louro e deixa-se refogar um pouco (1 min) e junta-se de imediato o pimento deixando refogar levemente por mais 2 minutos. Desliga-se o lume, adiciona-se o cebolinho picado, retira-se o louro e reserva-se.

Vamos ao recipiente onde temos a massa/polme, damos mais uma mexidela para revitalizar a massa e adicionamos os ingredientes do refogado. Envolvemos bem.

Coloca-se a frigideira ao lume, adiciona-se o preparado, espalhando bem até cobrir o fundo da mesma, e tapa-se. Deixa-se cozinhar por uns minutos (3 aprox) e quando a parte de cima tiver absorvido a parte líquida, começa-se a descolar a massa das bordas, a toda a volta da frigideira para perceber se está totalmente descolada e no ponto de ser virada. Vira-se para um prato e depois volta-se a colocar na frigideira, cozinhando por mais 2 a 3 minutos.

omelete de grão

3. Para fazer a omelete enrolada:

Depois da massa/polme pronta (ponto 1).

3.1. Coloca-se numa frigideira anti-aderente um fio de azeite, a cebola e uma folha de louro e deixa-se refogar um pouco (1 min) e junta-se de imediato a salsa, deixando refogar levemente por mais 1 minuto. Desliga-se o lume, retira-se o louro e reserva-se.

Vamos ao recipiente onde temos a massa/polme, damos mais uma mexidela para revitalizar a massa e adicionamos os ingredientes deste refogado e envolvemos bem.

Coloca-se a frigideira ao lume, adiciona-se o preparado, espalhando-se bem até cobrir o fundo da mesma e tapa-se. Deixa-se cozinhar por uns minutos (3 aprox) e quando a parte de cima tiver absorvido a parte líquida, coloca-se o queijo no centro. Começa-se a descolar a massa das bordas, a toda a volta da frigideira para perceber se está totalmente cozinhada por baixo e erola-se a omelete de grão em três partes.

 

 

 

Os benefícios da Beterraba

by 3 de Abril de 2020

 

Hoje trago-vos um artigo sobre a beterraba. Não há muito tempo partilhei aqui um húmus de beterraba delicioso e na altura ficou o mote lançado para escrever um post exclusivamente dedicado a este alimento mega poderoso e excelente aliado na prevenção e tratamento de doenças como o cancro por exemplo. E como tanto se fala em reforço de sistema imunitário atualmente com toda esta situação de pandemia em que vivemos, achei oportuno dedicarmos um tempinho a um dos tubérculos mais poderosos.

A beterraba é um alimento muito versátil, podendo ser consumida crua ou cozinhada, em fatias, ralada, grelhada, cozida, assada ou ainda em sumos. 

Já referi no meu post sobre o húmus de beterraba que foi uma das minhas maiores amigas no combate à anemia nas gravidezes por ser um alimento muito rico em ferro.

Além do poder curativo na alimentação, a beterraba é também um poderoso corante natural que pode ser usado para dar cor a receitas e a outros materiais. Além disso dela também se extrai um dos açúcares mais usados em toda a indústria, o açúcar de beterraba.

Vamos lá conhecer mais de perto este tubérculo e alguns dos principais benefícios da beterraba.

A maior parte das pessoas que conheço não acha grande piada à beterraba e o argumento é sempre o mesmo: “sabe-me a terra”. Eu por acaso adoro o sabor da beterraba, mas para tentar convencer os mais cépticos vamos lá então ver alguns dos benefícios:

  • Contém antioxidantes (carotenoides e flavonoides), minerais (zinco, magnésio, fósforo, potássio e ferro) e vitaminas (A, complexo B, e C).
  • É um excelente alimento para diabéticos pois possui um alto teor de fibras que ajudam a controlar o nível de açúcar no organismo.
  • Tem propriedades anti-inflamatórias, diuréticas, digestivas, sendo também um desintoxicante natural e um potente purificador do sangue.
  • Ajuda a prevenir constipações e melhora a evacuação.
  • É um alimento potente para ajudar a desintoxicar o organismo.
  • Tem um papel importante na manutenção dos tecidos cerebrais.
  • Ajuda na formação dos ossos e regula as funções musculares e nervosas.
  • Promove o descongestionamento das vias urinárias.
  • Fortalece o sistema imunitário.
  • Estimula a produção de glóbulos vermelhos.
  • Estimula a concentração, aumenta a oxigenação do cérebro e diminui riscos de doenças cardiovasculares.

Resumindo e concluindo: a beterraba e tudo de bom!

Sabem porquê que e beterraba tem cor vermelha?

Devido à presença de betaína, um trimetil oriundo do aminoácido glicina. Um dos efeitos fisiológicos dessa metilamina é atuar como um osmólito, aumentando a retenção de água das células, além de proteger as enzimas intracelulares da desnaturação induzida por alta temperatura.

E agora? Depois desta lista já estão mais convencidos a introduzi-la na vossa dieta?

Espreitem aqui algumas receitas feitas com beterraba.

 

 

Gomas caseiras saudáveis e sem açucar

by 1 de Abril de 2020

As gomas são a perdição de quase todos os miúdos mas são do piorio em termos de valor nutricional. Neste artigo, além de uma receita de gomas saudáveis que vos vou ensinar a fazer, vou-vos mostrar o que pode esconder um ursinho lindo, colorido e fofinho que está dentro de um pacote de gomas para crianças (e adultos).

Mas afinal de que são feitas as gomas?

A grande maioria das gomas que se encontram à venda por aí têm como um ingrediente-base a gelatina. E de que é feita a gelatina? As gelatinas comuns (exceto as de origem vegetal) disponíveis no mercado, promovidas muitas vezes como um produto saudável, apenas por serem pouco calóricas, são feitas a partir da pele, das cartilagens e dos ossos de animais, designadamente de suínos. Sim, isto é mesmo verdade. Por aqui já dá para perceber que estamos a falar de um produto nulo em termos nutritivos.

E quanto aos restantes ingredientes? 

Ora vamos dar uma olhada aos ingredientes de um pacote de gomas ao acaso. A saber:

Xarope de glucose, água, açúcar, amido de milho, gelificantes, gelatina, pectina, adicidificantes, aromas, reguladores de acidez, extrato de spirulina e corantes artificias diversos. 

Assim, para além da gelatina proveniente de animais, as gomas são formadas por:

  • Açúcares – No exemplo de cima temos de dois tipos: xarope de glucose e açúcar propriamente dito. E reparem só que são dois dos três ingredientes principais.
  • Polissacarídeos (pectina) – Que agem como estabilizadores dos extratos de frutas em suspensão.
  • Acidificantes (ácido cítrico, ácido málico e citratos de sódio) – Que podem ser nocivos para o sistema digestivo.
  • Proteínas vegetais (spirulina) – Neste exemplo a spirulina, uma alga encontrada em rios e lagos, é o único ingrediente com algum valor nutricional neste rótulo.
  • Corantes artificiais – Para dar a cor, sendo que aqui pode ser qualquer coisa porque na palavra “artificial” cabe tudo e mais um par de botas.

 

Será que a maior parte das pessoas tem a consciência disto ao oferecer um pacotinho de gomas nas festas de aniversário dos miúdos? Sinceramente não me parece.

 

Existem gomas vegan?

Sim, existem no mercado alternativas vegetais às gomas e gelatinas tradicionais, para quem ainda assim quiser continuar a oferecer aos miúdos, mas a questão dos açúcares e dos outros ingredientes é basicamente a mesma. Aqui não se trata somente da proveniência do ingrediente: gelatina, trata-se de um conjunto de outros ingredientes que não têm qualquer aporte nutricional.

Por aqui o mais novo nem sabe o que é uma goma e o mais velho provou a sua primeira goma com 5 anos numa festa de aniversário e nunca mais comeu. E ele, que até nem gosta de nada doce, curiosamente gostou da goma. Mas assim que lhe expliquei de que eram feitas, disse-me que nunca mais queria comer.

As marcas não fazem nada ao acaso, já se sabe, e acabaram por criar um produto colorido e fofinho, de textura macia e com formas apelativas para seduzir os miúdos. Mas aqui em casa não têm sorte nenhuma, nem gomas vegan nem sem ser vegan, tenho dito. Eles até podem experimentar depois quando forem maiores, mas não serei eu a dar-lhes com toda a certeza.

Vamos então sem mais demoras à receita das gomas caseiras:

Já tinha experimentado há algum tempo fazer gomas destas mas nem sempre ficavam no ponto, mas desta vez ficaram impecáveis e eles adoraram.

Para quem acha que dá trabalho, esqueçam, demora 10 minutos a fazer e solidificam em menos de 1 hora. Não há mesmo desculpa para não fazerem. E ainda pode ser feita com os miúdos agora em casa. Embora dependa um pouco da idade deles, pois o preparado irá ter de ferver. Cá em casa o de 6 fica a mexer a gelatina e o de 2 a ver, eu depois enformo e desenformo, e no final eles comem tudo e eu fico a ver navios! 

Estas gomas são completamente saudáveis, só levam sumo de fruta e agar-agar, uma alga que tem um poder gelificante depois de fervida. Embora não seja muito fácil encontrá-la à venda em supermercados comuns, podem ver em supermercados bio ou lojas online como a Efeito Verde (vejam aqui). Espero que os vossos miúdos gostem!

 

Ingredientes 

  • 250 ml de sumo de maçã ou outro (rende ± 30 gomas das do tamanho que vêem na imagem)
  • 1 colher de sopa de agar-agar em pó

 

Como se fazem as gomas caseiras?

  1. Coloca-se o sumo num tacho, adiciona-se a agar-agar, mexe-se e leva-se ao lume para levantar fervura, mexendo para não pegar ao fundo. A mistura deve ferver entre 3 a 5 minutos.
  2. Coloca-se o preparado em forminhas de gelo ou numa forma grande (para depois de solidificar se cortar em quadradinhos) e leva-se ao frigorífico até solidificarem (cerca de 1h).

 

 

Panquecas vegan e sem glúten

by 1 de Abril de 2020

Panquecas. Quem não gosta? Aqui em casa todos somos fãs. Desde que tive o meu primeiro filho que comecei a fazer panquecas vegan para alguns pequenos-almoços de fim-de-semana cá em casa. Na altura recorria muito a uma receita com aveia e banana que tenho publicada aqui. Não obstante as panquecas serem boas, a massa tinha mesmo que estar no ponto porque a junção da farinha de aveia e da banana resultava numa textura muito pastosa, que tinha que ser trabalhada com muito cuidado para não pegar ao fundo da frigideira. Acabava por demorar muito tempo, pois fazia uma a uma, e só comia no final de ter feito todas… Felizmente que na altura éramos só 3 e não 4 porque atualmente enquanto estou a fazer as panquecas ao lume, os miúdos estão literalmente a vir roubá-las do prato e a comê-las a um ritmo desenfreado. 

Desde que descobri esta receita que usa trigo sarraceno (não a farinha, mas sim o grão demolhado), e que fiz as devidas substituições à receita original, dando mais alguns retoques aqui e ali, que faço as melhores panquecas vegan de sempre.

 

Estas panquecas vegan:

  1. São fáceis de preparar – Batem-se os ingredientes todos ao mesmo temo sem complicações. O único procedimento é deixar o grão a demolhar de véspera.
  2. São rápidas fazer– Na minha frigideira faço 4 médias de cada vez ou 5 pequenas.
  3. Não colam ao fundo da frigideira – Apesar de usarem banana, como uso apenas uma, a massa descola sempre sem problemas na altura de serem viradas.
  4. Saem sempre fofas – A textura da massa também se pode controlar, ou seja, se pretenderem umas panquecas mais altas, podem deixar a massa mais grossa, se pretenderem umas panquecas mais fininhas e por conseguinte mais quantidade, adicionem um pouco mais de leite vegetal. De todas as maneiras ficam sempre fofinhas e leves.
  5. São aptas para celíacos ou intolerantes ao glúten – Pois usam apenas o grão do trigo sarraceno que não contém glúten.

 

4 dicas para que as vossas panquecas vegan sem glúten saiam sempre bem.

  1. Usem uma frigideira grande – Assim fazem mais de cada vez e o processo torna-se mais rápido
  2. Usem uma boa frigideira – Uma frigideira anti-aderente que não seja preciso adicione qualquer tipo de gordura.
  3. Não usem mais do que uma banana – A ideia da banana é a de substituir o ovo, dando às panquecas uma textura mais cremosa, conferindo, ao mesmo tempo, um pouco de doçura.
  4. Não dispensem a raspa de limão – Faz toda a diferença nesta receita, diria que é mesmo o ingrediente secreto, que dá às panquecas um toque maravilhoso.

 

Algumas sugestões de versões de panquecas vegan que comemos cá em casa:

  • Base de manteiga de amêndoa/amendoim e rodelas de banana polvilhadas com canela – A perdição dos miúdos!
  • Regadas com maple syrup e topping de côco e canela – As nossas favoritas (Pais)! 
  • Apenas e só com maple syrup – Ao verdadeiro estilo americano, keep it simple!
  • Com fruta partida, iogurte natural e granola caseira – Versão mais saudável e uma das que mais como também.

Posso-vos dizer que aqui os miúdos, na maior parte das vezes, comem-nas sem nada, à mão e do mesmo modo que comem um naco de pão. Adoram! Aliás as deles, dificilmente páram no prato…

 

Ingredientes 

  • 280g de trigo sarraceno demolhado de véspera, lavado e escorrido (equivale a cerca de 1 chávena de grão de trigo por demolhar)
  • 140 – 200ml de leite vegetal (consoante a altura pretendida)
  • 1 banana madura 
  • raspa de 1 limão
  • pitada de canela ou baunilha
  • pitada de sal

 

Como se fazem as panquecas vegan sem glúten?

  1. Colocam-se todos os ingredientes num processador de alimentos ou num copo de varinha mágica e batem-se por cerca de 3 minutos ou até se obter uma massa fofa e homogénea.
  2. Aquece-se uma frigideira anti-aderente e, com a ajuda da concha da sopa, dispõem-se as panquecas sem adicionar qualquer tipo de gordura.
  3. Quando as panquecas estiverem com a parte de cima a borbulhar, estão prontas para serem viradas. Aí voltam-se de lado e acabam de cozinhar.
  4. Estão prontíssimas para servir com o vosso topping favorito!

Feijoada vegana cogumelos

by 30 de Março de 2020

Quem tem acompanhado o blog nos últimos tempos pode perceber que tenho andado de volta dos pratos clássicos da cozinha tradicional portuguesa. E como tal, não podia faltar a Senhora Feijoada. Esta que hoje vos trago é de cogumelos. Tem todos os ingredientes de uma boa feijoada tradicional, com a exceção das carnes, claro, e leva cogumelos. Eu era daquelas pessoas que adorava feijoada, mas não gostava de comer as carnes. Então lembro-me da minha mãe me separar as carnes e me encher o prato de feijão, couve e cenoura. 

Para os amantes da feijoada com todos, podem fazer uma imitação mais fiel usando chouriço vegetariano e seitan, mas aqui em casa como não consumimos com muita regularidade nenhum dos dois, mantenho-me nesta abordagem mais simples usando apenas leguminosas, cogumelos e legumes. Afinal de contas não se sente falta de mais nada neste prato pois ele tem todo o sabor de uma boa feijoada. Apuradinha então, nem se fala. Quem a guardar para o dia seguinte ainda tem direito a mais sabor e a uma calda mais grossa do feijão. Eu pessoalmente, adoro feijoada no dia seguinte! 

Este tacho rende 4 boas porções. Se quiserem fazer mais para congelar ou para terem para mais refeições carreguem nas quantidades. Podem usar qualquer tipo de cogumelos, mas como tenho tido muitos cogumelos shimeji, tenho-os usado basicamente em tudo. A versão com shitake também fica simplesmente deliciosa. Façam com os vossos cogumelos de eleição, com o feijão que tenham em casa ou com os vossos legumes preferidos, mas façam-na que não se vão arrepender, garanto! Aqui vos deixo então mais uma versão de um prato tradicional revisitado.

Ingredientes

  • 3 chávenas de feijão vermelho previamente cozido (500g)
  • 1 chávena de feijão branco previamente cozido (180g)
  • cogumelos shimeji brancos e castanhos ou outros (300g)
  • 1 cebola grande picada (100g)
  • 4 alhos esmagados e picados (40g)
  • 2 tomates médios maduros pelados e cortados em pequenos pedaços (250g)
  • pimento vermelho partido em pequenos quadrados (40g)
  • couve toscana (ou outra) partida em pedaços (100g)
  • 1 cenoura grande cortada em rodelas (120g)
  • água qb ou caldo de legumes para a cozedura
  • 1 colher de chá de curcuma
  • 1 colher de chá de pimentão doce (paprika)
  • 1 colher de chá de sementes de cominhos (se usarem pó reduzam para metade)
  • 2 folhas de louro
  • seitan (150g) e umas rodelas de chouriço vegetariano (opcional)
  • pimenta preta a gosto
  • coentros frescos (40g)
  • azeite qb

 

Como se faz a feijoada de cogumelos?

  1. Num tacho doura-se a cebola com as folhas de louro em azeite e quando esta estiver translúcida adicionam-se os alhos e doura-se mais um pouco.
  2. Coloca-se o pimento vermelho (o chouriço caso usem) e continua-se a refogar. De seguida junta-se a cenoura e as especiarias (curcuma, paprika, pimenta preta e cominhos) e deixa-se cozinhar, mexendo por uns minutos, para as especiarias largarem o seu aroma.
  3. Coloca-se o tomate, junta-se um pouco de água/caldo para a mistura não colar ao fundo e deixa-se cozinhar por mais uns 5 minutos para apurar sabores.
  4. É tempo de juntar os cogumelos (e o seitan caso usem), adicionar um pouco mais de água/caldo e tapar. Deixa-se então cozinhar por mais 5 minutos.
  5. Adiciona-se o feijão e as couves e junta-se mais água. Retificam-se temperos.
  6. Deixa-se ferver e depois reduz-se deixando cozinhar em lume brando para apurar sabores e no fim adicionam-se os coentros picados frescos.
  7. Deixa-se repousar cerca de 10min. antes de servir.
  8. Serve-se com mais coentros frescos picados também no prato. 

Pataniscas de grão

by 26 de Março de 2020

Pataniscas de bacalhau é um prato que me faz viajar até à minha infância, um clássico em casa a minha mãe que tinha no meu pai o seu maior fã. Na verdade naquela altura eu nem as valorizava muito. Achava as pataniscas da minha mãe aborrecidas porque, na maior parte das vezes, ela não usava nem cebola, nem salsa picadas (o meu pai não gostava) que faziam toda a diferença. Comecei a gostar de pataniscas mais tarde, e já fora de casa, porque eram feitas conforme a receita original e em casa da minha mãe quase só sabiam a ovo e farinha… E o sabor intenso do ovo nunca foi muito a minha praia. Desde que me tornei vegetariana que já tinha feito várias tentativas de pataniscas de grão mas nenhuma me calhava bem, nem a suposta receita infalível da Gabriela Oliveira. Entretanto fui ajustando e criei esta que fui aprimorando ao logo do tempo e que agora acho que está mesmo perfeita. 

Para os verdadeiros amantes de ovo, usem sal negro dos Himalaias (kala namak) e conseguem obter um sabor muito aproximado, pois a farinha de grão combinada com este sal, chega mesmo a parecer que se está a comer algo com ovo. Curiosamente nestas pataniscas não uso cebola, mas não se sente nada a falta! Aqui vos deixo mais uma proposta, com todo o sabor e 100% vegetal, acompanhada com o clássico arroz de tomate e com couve salteada.

Notem que esta polme está mesmo feita para fritar, tal como as pataniscas originais. Se preferirem fazer no forno ou numa fritadeira de ar quente terão que reduzir a quantidade de água para a massa ficar um pouco menos líquida.

 

Espero que gostem tanto quanto nós! Esta receita rende 12 pataniscas de grão.

Ingredientes

  • 2 chávenas de grão-de-bico previamente cozido (260g)
  • 3/4 chávena de água (±180 ml) 
  • 4 colheres de sopa de farinha de grão (40g)
  • 8 colheres de sopa de araruta (40g) – podem usar amido de milho
  • 1 cenoura média (90g)
  • 1 colher de chá de curcuma
  • 2 colheres de sopa de alho em pó
  • 1 colher de café de gengibre em pó
  • 1 colher de café de paprika fumada
  • pimenta preta a gosto
  • sal negro a gosto
  • salsa picada qb
  • fio de azeite

Como se fazem as pataniscas de grão?

1. Juntam-se todos os ingredientes num processador de alimentos e bate-se bem. Adicionam-se as farinhas e volta-se a bater.

2. Moldam-se as pataniscas e fritam-se numa frigideira só com um fundo de azeite. Em alternativa podem-se colocar no forno ou numa fritadeira de ar quente (mas não se esqueças de fazer os ajustes necessários para secar um pouco mais a polme).

 

 

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