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Soluções eco para a menstruação

by 16 de Junho de 2022

Vivemos num tempo de saturação do descartável e do plástico por diversos motivos. Se por um lado as pessoas têm mais consciência (individual, coletiva e ecológica), fruto também de mais informação acerca da velocidade com que estamos a (des)gastar o nosso planeta, por outro lado temos assistido ao aparecimento de novos produtos no mercado que acabam por espelhar essas preocupações. Como tal, o campo feminino também não fugiu à regra. Despertei para esta realidade há cerca de 8 anos quando estava grávida do meu primeiro filho. Foi nessa altura que adquiri o copo menstrual que só viria a testá-lo muito tempo depois do nascimento dele (o período só me veio tinha ele já 16 meses). Na altura também optei por usar fraldas reutilizáveis e a ideia de não usar plástico em mim fazia-me cada vez mais sentido, quer pelo ambiente, quer pelo meu bem estar-pessoal.

 

No tempo da minha mãe…

Quando a minha mãe me dizia que no tempo dela se usavam umas toalhinhas de pano laváveis para absorver o sangue da menstruação, aquilo soava-me totalmente arcaico. Acreditava, tal como a minha mãe, que os tampões e os pensos descartáveis eram um avanço tecnológico incrível para o bem-estar feminino. Fáceis de transportar, de colocar e de descartar em qualquer caixote do lixo. Estava redondamente enganada. Os materiais utilizados nestes objetos descartáveis são poluentes, não são recicláveis, consomem muitos recursos naturais na sua produção (como a água por exemplo), para além de causarem um sobreaquecimento suscetível de provocar maior irritação na zona vaginal. Foi depois desse meu despertar e nas minhas pesquisas que percebi que as tais toalhinhas fatela, old school e pouco práticas tinham evoluído para pensos de pano igualmente absorventes, muito mais confortáveis que os perecíveis, e 100% amigos do ambiente.

 

Dos copos menstruais às cuecas de menstruação

Depois do copo e dos pensos de pano que uso muitas vezes em simultâneo, fiz a minha mais recente descoberta neste mundo: as cuecas de menstruação, um produto relativamente recente e inovador pelo menos em marcas nacionais que agora as estão a fabricar.

Nestas pesquisas também fiquei a saber que uma mulher descarta entre 113 e 136kg de pensos, tampões e aplicadores durante a vida.

Portanto se não alterarmos nada na nossa rotina menstrual, seremos responsáveis pelo descarte de mais de 15.000 coletores menstruais cheios de plásticos e tóxicos nocivos. No mínimo assustador!

Vou apresentar cada um dos sistemas, com vantagens e desvantagens, baseado apenas na minha experiência.

 

Copo menstrual

Para quem não conhece o copo menstrual consiste num objeto redondo (com o formato de um copo) com um pé na ponta feito em silicone, que é colocado na vagina, fazendo vácuo e originando que o sangue fique retido naquele receptáculo, que depois é esvaziado após algumas horas.

A utilização do copo menstrual é muito semelhante à de um tampão, com a diferença e a vantagem de que apenas acumula o fluxo menstrual em vez de o absorver. Além disso o copo menstrual possui mais as seguintes vantagens:

  • Não seca nem transpira como os pensos e os tampões.
  • É feito de silicone cirúrgico, macio e flexível, hipoalergénico, sem látex e inodoro.
  • Pode ser usado até 12 horas seguidas, inclusivamente durante a noite.
  • Não causa reações alérgicas nem perturba a lubrificação natural da vagina.
  • É económico e amigo do ambiente. Não é barato no imediato porque se dá o dinheiro à cabeça, mas usado com os devidos cuidados pode durar até 10 anos.

O copo menstrual é sem dúvida muito confortável e prático possuindo apenas a desvantagem da higienização do mesmo fora de casa. Se temos de trocar numa casa de banho pública é um pouco mais chato, mas também não é nenhum bicho de sete cabeças.

Os copos menstruais variam de tamanho e consoante as marcas, há marcas que distinguem entre mulheres que já tiveram parto vaginal e as que ainda não tiveram e há marcas que simplesmente funcionam por tamanhos.  Para higienizá-lo basta seguir as indicações da marca. Existem inclusivamente esterilizadores de copos menstruais que também podem ser adquiridos em algumas lojas. Adquiri o meu copo menstrual na Meekbum.

 

Pensos reutilizáveis

São de facto um conforto igual a usar umas cuecas de algodão. Se os pensos estiverem bem ajustados e não fugirem da cueca, parece que fazem parte da mesma. Os pensos reutilizáveis normalmente têm abas para prender às cuecas com um sistema de molas, que pode permitir dois ajustes (dependendo das marcas), possuem uma camada extra de tecido no centro para absorver o sangue, e são impermeáveis na parte da baixo para não molharem a cueca. Tal como os descartáveis há pensos de vários tamanhos consoante a absorção que se pretenda e também pensos específicos para a noite ou pós-parto, por exemplo.

Os pensos de pano podem ser adquiridos em lojas online que vendem fraldas reutilizáveis. Uso de várias marcas e destaco uma marca portuguesa, a Fluffy Organic & Eco.

pensos reutilizáveis

 

 

Como vantagens aponto exatamente as mesmas que foquei no copo menstrual:

  • Não secam nem transpiram a pele.
  • Não causam reações alérgicas nem perturbam a lubrificação natural da vagina.
  • São económicos e amigos do ambiente. Tal como o copo menstrual não ficam baratos no imediato, porque requerem um investimento inicial e é necessário fazer algum stock, mas têm uma durabilidade muito grande.

O tratamento dos pensos reutilizáveis após a sua utilização não é complicado e varia consoante cada pessoa, mas há 3 aspectos que se devem ter sempre em conta:

  1. Pré-lavar a frio. O sangue não pode levar com água quente, pois dessa forme coze e deixa mancha na peça.
  2. Após pré-lavagem os pensos podem ir à máquina com outra roupa. Nós cá em casa lavamos com as fraldas de pano.
  3. A terceira dica é a de usar um sabão específico para ajudar na remoção de nódoas. Eu também uso o da Fluffy, especificamente concebido para pensos e cuecas menstruais, com agentes branqueadores que removem as manchas.

 

Cuecas de menstruação

São em tudo iguais a umas cuecas mas com a zona central reforçada com um absorvente integrado que vai absorver o sangue menstrual. Eu já tinha curiosidade em experimentar estas cuecas há algum tempo, mas ainda não me tinha decidido a comprar. Nesta última gravidez ofereceram-me umas para testar e acabei por fazê-lo no meu pós-parto. As minhas cuecas de menstruação são da Rêverie uma marca de lingerie portuguesa que eu já conheço bem, pois tem os meus soutiens de amamentar favoritos (que uso desde o meu segundo filho e adoro). O teste das cuecas correu tão bem que acabei por adquirir outras para mim, a par com mais soutiens.

 

cuecas menstruais

A marca tem dois tipos de cuecas menstruais: umas de fluxo normal, que equivale mais ou menos a 3 tampões em termos de absorção, e outras de fluxo mais abundante, indicadas para a noite que aguentam até 12h. Eu tenho um par de cada e usava a normal durante o dia e a mais abundante para a noite. Os tamanhos disponíveis vão do S ao XL. As cuecas de fluxo normal são um pouco mais baratas do que as de fluxo abundante mas ainda assim têm um preço bastante acessível: 22,90€ e 27,90€ respetivamente, mas a marca está a oferecer 30% de desconto até ao fim do mês de Março em todos os artigos, por isso compensa bastante! Basta irem até à página oficial da Rêverie no Facebook ou no Instagram.

Devo dizer que fiquei agradavelmente surpreendida com o conforto destas cuecas menstruais: macias ao toque, com um pouco de elasticidade, bastante absorventes e assentam muito bem. Gostei muito do corte super elegante, quem não souber nem percebe que são cuecas de menstruação. Pessoalmente acho as de fluxo abundante mais bonitas, pois possuem um cós rendilhado muito delicado.

 

 

As vantagens das cuecas menstruais são basicamente as mesmas do copo e dos pensos:

  • São ecológicas e reduzem a pegada ambiental.
  • A longo prazo serão economicamente mais rentáveis quando comparadas com absorventes higiénicos descartáveis.
  • Umas cuecas podem durar em média até 5 anos.

 

Como cuidar das cuecas de menstruação?

As cuecas de menstruação Rêverie são facílimas de usar, no entanto requerem alguns cuidados básicos. A saber:

  1. O primeiro de todos e o mais importante: lavar antes da primeira utilização!!!
  2. Após usá-las deve-se enxaguar com água fria para eliminar a maior parte do sangue. 
Apesar de não ser absolutamente necessário eu faço como faço nos pensos reutilizáveis: deixo um pouco de molho em água fria e depois esfrego com o meu sabão da Fluffy.
  3. Depois pode-se fazer o resto da lavagem à mão ou colocar a lavar na máquina a 30º ou menos sem qualquer tipo de amaciador.


Por possuírem a parte central absorvente demoram um pouco mais a secar, esta é para mim a única desvantagem do produto. A marca não aconselha a usar máquina de secar nem ferro de engomar, mas eu tive um filho em Janeiro e fiz batota: usei o aquecedor a óleo – com muito cuidado!!!! – e com uma toalha turca por baixo para não dar calor direto. Esta é a minha dica apenas para aquelas alturas de inverno em que chove e é muito difícil secar roupa.

Espero que tenham ficado um pouco mais elucidadas sobre cada um dos produtos e que possam fazer escolhas mais conscientes!

 

 

 

Caril de grão

by 22 de Março de 2022

Ora cá estamos de regresso. Como a Primavera ainda não chegou, queimamos os últimos cartuchos do Inverno. E como aqui, hoje, até está um ventinho bem fresquinho, proponho uma receita para aquecer: um caril de grão.

E não a selecionei este caril por acaso, além de quentinha, ela contém alimentos potentes, antivirais e anti-inflamatórios, para complementar a nossa alimentação, contribuindo para aumentar a nossa imunidade e para ajudar no combate aos vírus. A saber:

  • Pimenta preta: Ajuda no combate de doenças do estômago e intestino, no descongestionamento das vias nasais, sendo também um poderoso aliado contra o cancro. É ideal combinada com a curcuma em receitas.
  • Gengibre: Dispensa apresentações, é o ingrediente anti-inflamatório natural por excelência. Além de fortalecer o sistema imunitário, ajuda a libertar toxinas indesejadas do corpo.
  • Alho: Possui propriedades antivirais bem conhecidas, contribuíndo para aumentar as defesas do corpo, aliviar sintomas de gripe, descongestionando os pulmões e tratando infeções mais leves. Para beneficiar em pleno das suas propriedades deve-se cortar o alho e aguardar cerca de 5 minutos antes de o usar.
  • Espinafre: As suas folhas são ricas em clorofila e têm poder antioxidante. Ricas em cálcio também têm ajudam a criar uma barreira protetora e produtora de novas células, fortalecendo o corpo e impedindo a passagem de bactérias causadoras de doenças.
  • Curcuma: Possui propriedades anti-inflamatórias, ação antioxidante e é um poderoso aliado em doenças como a diabetes ou o cancro. 

Espero que gostem deste caril de grão tanto quanto nós aqui em casa. Apesar de ter o pó de caril em casa normalmente uso especiarias, mas quem não tiver as que sugiro abaixo, pode substituir todas (à exceção da pimenta preta) por pó de caril nas quantidades que gostar (sugiro uma boa colher de sopa).

Costumo servir este caril com couscous ou arroz basmati. Se não gostarem das ervilhas de quebrar não usem, mas aproveitei para adicionar, porque estamos na época delas e o pessoal cá de casa (excluíndo eu) adora! Outro ingrediente que aqui também combina muito bem é a batata doce. Podem adicioná-la partida em cubinhos, quando juntam a cenoura.

Esta receita serve 4 pessoas.

Ingredientes

  • 1 cebola cortada em quartos (150g)
  • 2 alhos esmagados e picados (10g)
  • 3 chávenas de grão de bico previamente cozido (500g)
  • 2cm de gengibre cortado em pequenos quadrados (10g)
  • 3 chávenas de água (720 ml) + água qb para ajustar textura
  • 2 cenouras médias partidas em cubinhos (85g)
  • 2 chávenas de folhas de espinafre cruas lavadas (60g)
  • 100g de gordura de coco ou leite de coco de lata (parte sólida, guardada 24h no frigorífico)
  • 1 colher de sopa de curcuma
  • 1 colher de chá de feno grego
  • 1 colher de café de coentros em pó
  • 1 colher de café de sementes de cominho (se usarem pó coloquem metade)
  • pimenta preta a gosto
  • sal a gosto
  • azeite qb para o refogado
  • cebolinho qb cortado
  • 20 ervilhas de quebrar previamente cozidas (100g)
  • pó de caril (em substituição de todas as especiarias acima sugeridas)

 

Como se faz o caril de grão?

1. Refoga-se a cebola e, quando esta começa a ficar transparente, adicionam-se os alhos, mexendo e deixando dourar um pouco. De seguida coloca-se o gengibre e deixa-se refogar um pouco mais, e pouco tempo depois as especiarias (curcuma, feno grego, cominhos, coentros em pó).

2. Mexe-se e deixa-se refogar para as especiarias libertarem o seu aroma (cerca de 3 minutos). Aqui se for necessário junta-se um pouquinho de água mas só o suficiente para que não peguem ao fundo do tacho.

3. Junta-se a cenoura, mais um pouquinho de água, e deixa-se cozinhar um pouco com o tacho tapado. 

4. Depois é hora de adicionar o grão, temperar com sal e pimenta, juntar a restante água e, se for necessário, retificar temperos. Não se preocupem se o sabor das especiarias estiver muito intenso, ele acabará por atenuar no final.

5. Deixa-se cozinhar a mistura até ferver em tacho tapado em lume médio, mexendo de vez em quando.

6. Depois de ferver, coloca-se no mínimo, junta-se a gordura de coco, dissolvendo-a bem com a ajuda da colher de pau, e juntam-se as folhas de espinafre. Deixa-se cozinhar para apurar mais um pouco (5 a 8 min). Pode-se ir provando para ver como está o sabor e controlar o tempo de fogão consoante se pretenda mais ou menos apurado. Aqui também se retifica a água, pois a gordura de coco engrossa o caril. Pode ser necessário acrescentar um pouco mais de água até se obter a textura desejada.

7. Deixa-se repousar no tacho antes de servir por cerca de 5 minutos.

8. Serve-se com couscous, ervilhas de quebrar, e cebolinho.

Como fazer detergente caseiro para a loiça

by 28 de Julho de 2021

É mais uma receita de DIY (Do it Yourself) daquelas que eu adoro! Fico mesmo contente quando consigo fazer em casa produtos de cosmética e limpeza substitutos dos de compra, recorrendo a ingredientes naturais e sem químicos, que cumpram exatamente a mesma função sem por em risco a nossa saúde, a do planeta e ainda por cima que não nos pesem na carteira.

Já me aventurava há algum tempo nos detergentes caseiros, até já aqui dei a receita do multiúsos que costumo fazer com nozes de saponária, mas para a loiça foi a primeira vez e a coisa correu bem.

A receita não é minha e os créditos estão bem visíveis na imagem que escolhi como destaque deste post, que é de um Blog que gosto muito O Blog da Horta Biológica

De qualquer modo quer aqui deixar algumas notas minhas:

  1. A minha receita ficou mais bastante mais grossa do que a do vídeo, ou seja, o meu detergente acabou por ficar mais concentrado.
  2. O detergente é muito durável. Apesar de ter guardado o meu no frigorífico nos primeiros tempos, depois passei-o cá para fora. Não era prático estar sempre a ir ao frigorífico. Deste modo acabei por testar também a durabilidade do produto. O meu ainda não se estragou e dura há 2 meses. Tenho máquina de lavar loiça, note-se que não lavo tudo à mão.
  3. Armazenei num frasco com doseador para ter sempre à mão no lava-loiça. Vamos então, sem mais demoras, à receita.

 

Vão precisar de:

  • 4 limões partidos em rodelas (sem caroços)
  • 700ml de água
  • 120ml de vinagre
  • 250g de sal marinho
  • 1 panela
  • 1 coador ou pano de voal
  • 1 liquidificador

Como se faz o detergente caseiro para a loiça?

  1. Colocam-se os limões e 300ml de água na panela, leva-se ao lume e deixa-se ferver por 20 minutos, mexendo frequentemente.
  2. Coloca-se a mistura no liquidificador, acrescenta-se 400ml de água e bate-se por cerca de 2 minutos ou até se obter um creme homógeneo.
  3. Coa-se, com a ajuda de um coador ou um de pano de voal, para dentro da panela.
  4. Adiciona-se o vinagre e o sal marinho.
  5. Ferve-se por mais 15 minutos até engrossar, mexendo frequentemente.
  6. Guarda-se num frasco de vidro no frigorífico.

Podem ver no Youtube o vídeo passo a passo também  que torna tudo mais simples.

Imagem: O Blog da Horta Biológica

 

Almôndegas de feijão branco

by 26 de Julho de 2021

Já não vinha cá ao blog há muito tempo. Na verdade os dias têm passado tão rápido, e com tanto para fazer, que nem me apercebi que já se passaram dois meses e meio desde o meu último post. Os nossos projetos pessoais acabam por ficar, quase sempre, para segundo plano quando temos uma atividade profissional principal, dois filhos (neste caso quase três), e uma casa para tratar (apesar de ser em regime de part-time pois fazemos uma verdadeira equipa). Enfim lamúrias à parte, bem sei que desejaria que fosse diferente, claro está, mas por enquanto também sei que não consigo fazer nada mais para mudar, por isso o caminho faz-se caminhando! É assim que deve de ser: cada coisa a seu tempo.

O calor aqui no Alentejo não tem dado tréguas, por isso temos apostado muito em pratos bem fresquinhos como saladinhas de couscous ou de quinoa, gaspachos, burritos recheados, húmus de grão e de beterraba, falafel… 

Hoje trago-vos uma receita que também funciona bem como prato frio: almôndegas de feijão. Esta receita é excelente para fazer em quantidade e congelar. Assim temos sempre à mão uma refeição saudável e rápida. Gosto de variar as leguminosas pois assim também vou apostando na diversidade nutricional de cada uma. Estas que hoje vos trago são de feijão branco, mas podem ser feitas com outro tipo de feijão à vossa escolha.

Trata-se de uma receita bem simples e sem segredos. Algumas dicas apenas para tornarem o processo mais eficiente:

  1. Planear: de véspera para colocar o feijão de molho.
  2. Pensar em grande: já que é para fazer, que se faça em quantidade suficiente para congelar e ter várias refeições à mão.
  3. Cozer as leguminosas previamente: em panela de pressão se quiserem dar celeridade à coisa.
  4. Ter apenas 30 minutos: que acaba por ser o tempo total da preparação da receita (para 15 almôndegas, vulgo).

A receita rende, como já viram acima, 15 almôndegas de feijão  Espero que gostem!

Ingredientes

  • 250g de feijão branco demolhado e cozido
  • 1 chávena de couscous cozido (=1/2 chávena de couscous cru com o dobro de água a ferver = ±130g couscous cru)
  • 3 colheres de sopa de farinha de trigo integral
  • água (120ml)
  • 1 cebola (100g)
  • 2 dentes de alho esmagados e picados (10g)
  • 1 ramo de coentros (5g)
  • 1 colher chá de curcuma
  • 1 colher de chá de alho em pó
  • 1 colher de café de zaatar (podem usar ervas de provence em substituição)
  • 2 folhas de louro
  • 1 pitada de pimenta preta
  • 1 pitada de sal
  • azeite para o refogado
  • extras: pimento vermelho em quadradinhos e milho (opcional)

 

Como se fazem as almôndegas de feijão branco?

  1. Coze-se o feijão e reserva-se. Para ser mais rápido podem cozer na panela de pressão ou usar feijão branco que tenham congelado cozido (costumo ter sempre leguminosas cozidas no congelador).
  2. Refoga-se a cebola com duas folhas de louro (e o pimento vermelho se usarem) e quando esta estiver transparente, adicionam-se os alhos e os pés de coentro e deixa-se alourar um pouco (2 min).
  3. Adicionam-se as especiarias: curcuma, zaatar, alho em pó e pimenta preta e deixa-se cozinhar cerca de 2-3 minutos para que elas libertem os seus aromas. Mexe-se durante este processo para que o preparado não agarre ao fundo do tacho.
  4. Junta-se a água, o feijão, (e o milho) envolve-se bem e deixa-se cozinhar, em lume médio, até ferver.
  5. Coloca-se no mínimo e adicionam-se os ramos de coentros picados, deixando a mistura cozinhar até que o feijão absorva a água toda.
  6. Transfere-se a mistura de feijão para um alguidar, adiciona-se o couscous e bate-se com a varinha mágica. Junta-se a farinha e envolve-se. O objetivo é que a farinha seque um pouco a massa para que não fique tão colante. Se estiver demasiado colante, juntem mais uma colher de farinha.
  7. Molda-se uma bola de massa e leva-se ao frigorífico/congelador para arrefecer  (mínimo 15 min).
  8. Retira-se a massa e moldam-se as bolinhas com as mãos que podem ser congeladas ou cozinhadas de imediato no forno ou na fritadeira de ar quente. Eu gosto sempre mais de congelar primeiro para depois as bolinhas ficarem mais firmes.

Favas sem chouriço

by 19 de Agosto de 2020

Cá em casa todos adoramos favas. Quando chega a altura delas comemos até enjoar. Quem as costuma cozinhar normalmente é o meu marido, às vezes até na panela de pressão, bem temperadinhas com especiarias e um pouco de chouriço vegetariano ou de seitan. Mas aqui no Alentejo aprendi a fazer uma receita de favas tão, mas tão boa, que dispensa qualquer chouriço, seitan ou outros equivalentes do reino animal. Garanto que os mais céticos ficarão rendidos a este sabor divinal que é dado pelos ingredientes que são usados no ramo (boneca como aqui se diz) que é colocado no interior da panela.

A boneca (vejam na foto abaixo) é feita com folhas de alho verde (fresco), hortelã e coentros espigados. Os coentros apesar de dizer a sabedoria que devem ser espigados, podem não estar. O que é mais difícil de encontrar à venda é mesmo o alho fresco, mas aqui no Alentejo entre pessoas conhecidas e a própria mercearia onde compro as favas, sempre consegui sem dificuldade. A hortelã acaba por conferir um toque especial que sobressai de forma genial dos restantes ingredientes.

 

Estas favas à moda do Alentejo, que me foram dadas a conhecer pela mãe de um amigo de Ferreira do Alentejo, estão sem dúvida no top das receitas de favas cá em casa. E esta estação quem me mandou à fava foi o marido, pois foi sempre a mim que me coube cozinhá-las desta forma! Já não queremos saber de mais nenhuma receita com chouriço. Atrevam-se a provar!

 

 

 

 

Ingredientes

Para 4 pessoas

  • favas frescas (800g)
  • 5 dentes de alho esmagados e picados (25g) 
  • 4 colheres de sobremesa de alho em pó
  • 2 folhas de louro
  • 3 chávenas de água ou caldo de legumes (ou mais até cobrir as favas) 
  • sal qb
  • azeite qb para o refogado

Para a boneca

  • folhas de alho fresco (5g)
  • 1 ramo de coentros espigados (20g)
  • 1 ramo de hortelã (15g)
  • 1 guita para amarrar

 

Como se fazem as favas sem chouriço?

  1. Num tacho doura-se o alho com folhas de louro em azeite.
  2. Coloca-se de seguida a boneca e as favas por cima (sem água) e deixa-se cozinhar (cerca 7 min.) para as favas suarem um pouco.
  3. De seguida junta-se metade da água e o sal, mexe-se as favas, tapa-se e deixa-se cozinhar mais um pouco (cerca de 2 min.).
  4. Cobrem-se as favas com a água/caldo, deixando-as cozinhar em lume médio até ferver.
  5. Depois de ferver, adiciona-se o alho em pó, mexe-se e diminui-se o lume. Deixa-se cozinhar por mais 35 – 45min. ou até as favas ficarem tenras.
  6. Aguarda-se 5 minutos tapadas e estão pronto para servir.

 

Bowl de quinoa com maçã e nuts

by 2 de Maio de 2020

A foto desta receita foi a escolhida pela Andrea Franco para a divulgação do mini Plano Primavera Vegetariano (estrito) que criei para o Simplify Eat e que foi lançado na passada sexta-feira, 1 de Maio. 

A Andrea convidou-me para dar forma a um plano 100% vegetal para integrar essa oferta no Simplify Eat e eu disse imediatamente que sim. De facto era algo que já pairava no ar há algum tempo e havia uma vontade de ambas as partes para seguir com esta ideia avante. 

Mal imaginava eu que na altura de o preparar e lançar estaria em casa com duas crianças a trabalhar… Pois bem como desistir não é palavra para mim, nem para a Andrea, conseguimos mandar cá para fora um mini Plano Primavera Vegetariano (estrito) com 10 receitas rápidas, práticas, simples, nutritivas e deliciosas que usam apenas produtos sazonais.

As vantagens? Mais planeamento, organização, poupança de dinheiro e de tempo e menor desperdício alimentar.

Quem quiser saber mais sobre este plano pode clicar neste link e terá acesso a toda a informação.

Sobre esta Bowl de Quinoa 

Sobre a receita que trago hoje só vos digo que é deliciosa e fácil de fazer. É só mandar para a bowl de quinoa todos os ingredientes, temperar e já está!

Aqui o ingrediente secreto é o molho agridoce de tahine. O tahine é uma pasta de sementes de sésamo muito usada no Médio Oriente como complemento de muitos pratos salgados e doces. Como tem um sabor intenso acaba por ser um alimento menos consensual. Neste molho em particular adicionei o maple syrup precisamente para atenuar essa intensidade e o sabor do tahine não se sente demasiado, mas está lá. Se não gostarem de tahine podem substituir por qualquer molho agridoce que gostem ou por um molho vinagrete simples com a mesma quantidade de maple syrup ou outro adoçante líquido à vossa escolha.

Esta receita serve apenas duas pessoas.

 

Ingredientes

  • 1 chávena de quinoa (=110g de quinoa crua) demolhada (30 min.) e depois cozida em 1 ¾ chávenas de água
  • 2 maçãs vermelhas com casca partidas em pequenos pedaços (200g)
  • sumo de 1 limão (10ml)
  • 1/3 de chávena de sultanas (60g)
  • 1/3 de chávena de nuts laminadas e tostadas na frigideira (usei castanha do Pará, podem usar também combinada com amêndoa)
  • ¼ de chávena de folhas de hortelã partidas em juliana (10g)
  • ¼ de chávena de folhas de espinafre partidas em juliana (10g)
  • 1 colher de chá de canela
  • sal qb
  • pimenta preta qb
  • raspas de gengibre fresco no final – opcional

 

Molho agridoce de tahine

  • 1/4 de chávena de tahine
  • 3 colheres de sopa de água
  • 2 colheres de sopa de maple syrup (ou outro adoçante líquido à escolha)
  • 1 colher de sopa de vinagre de macã
  • + 2 – 3 colheres de água para retificar a textura no final

 

Como se faz a bowl de quinoa com maçã e nuts?

  1. Coloca-se a quinoa a cozer depois de ter demolhado (mínimo 30 min.) e depois de cozida, solta-se com um garfo e coloca-se a arrefecer.
  2. Prepara-se a maçã e rega-se com o sumo de limão e reserva-se.
  3. Prepara-se o molho tahine: numa taça coloca-se o tahine e adiciona-se as três colheres de água, o maple syrup e o vinagre e mexe-se bem com uma colher até dissolver bem o tahine. Reserva-se.
  4. Numa taça grande coloca-se a quinoa, adiciona-se a maçã, a hortelã, os espinafres e as sultanas e metade da mistura de nuts (e reserva-se a outra metade) e polvilha-se com a canela.
  5. Antes de juntar o molho tahine à salada vamos adicionar um pouco mais de água (entre 3 a 5 colheres) para o molho ficar um pouco mais líquido pois entretanto engrossou. Rega-se então com o molho tahine, envolvendo bem com os restantes ingredientes da salada.
  6. Distribui-se em 2 bowls (taças médias) e polvilha-se com as restantes nuts.

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