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Tabule

by 20 de Fevereiro de 2026
O tabule é uma salada fresca e aromática originária do Médio Oriente, conhecida pela combinação vibrante de salsa, hortelã, tomate e bulgur. Leve, nutritivo e cheio de sabor, este prato é perfeito para dias quentes, como entrada saudável ou acompanhamento de refeições vegetarianas. Nesta receita, mostramos como preparar tabule tradicional de forma simples e equilibrada em casa.

Ingredientes:

  • 50 g de salsinha ou salsa lisa (2 xícaras)
  • 80 g de tomate maduro (1/2 tomate médio)
  • 10 g de trigo para kibe (bulgur fino) (2 colheres de chá)
  • 10 g de folhas de hortelã (1/2 xícara)
  • 10 g de cebola (1 colher de sopa)
  • 20 g de azeite de oliva extravirgem (1 1/2 colher de sopa)
  • 10 g de suco de limão (cerca de 1 limão)
  • 1 g de sal ( 1/4 colher de chá)
  • 1 g de pimenta síria ou baharat ( 1/4 colher de chá)
  • Pimenta-do-reino a gosto (opcional)
  • 6 unidades de folhas de alface romana para servir (opcional)

 Preparação:

  • Pesar as ervas sem prensar
  • Lavar e secar as ervas aromáticas: Lave as folhas de salsinha e hortelã em água fria e seque-as com o auxílio de uma centrífuga secadora de saladas até que estejam bem secas. Por fim, coloque-as entre folhas de papel toalha para retirar toda a umidade.
  • Demolhar o bulgur e lavar bem: Em uma peneira fina, coloque os grãos de trigo para quibe (bulgur fino) e lave-os em água corrente até que a água fique transparente. Coloque-os em uma tigela média.

     

    Este procedimento retira o excesso de amido e evita que o trigo fique pegajoso.

  • Cortar as folhas de salsinha: Faça um bouquet com as folhas de salsinha e descarte os talos grandes. Em seguida, corte as folhas em tiras de 1 mm a 1,5 mm, com o auxílio de uma faca muito afiada. Coloque-as na tigela média com o trigo para quibe (bulgur fino), o tomate e a cebola.

     

    O corte manual evita que as folhas de salsinha danifiquem.

  • Cortar as folhas de hortelã: Faça um bouquet com as folhas de hortelã e corte as folhas em tiras de 1 mm a 1,5 mm, com o auxílio de uma faca muito afiada. Coloque-as na tigela média com o trigo para quibe (bulgur fino), o tomate, a cebola e as folhas de salsinha.

     

    A hortelã deve ser cortada quase no momento de servir a salada, pois as suas folhas tendem a escurecer após o corte.

  • Temperar a salada: Regue a salada com o sumo de limão e azeite. Por fim, coloque a pimenta síria ou barahat, pimenta-do-reino (opcional) e sal. Misture delicadamente e sirva de imediato.

Mogango

by 20 de Fevereiro de 2026

mogango

Mogango

Na Madeira também conhecida como moganga e nos Açores como bugango, são nomes comuns dados a algumas variedades de abóbora (Cucurbita maxima) de casca canelada, habitualmente verde e laranja. Mogango é o nome que lhe dão no Alentejo.

De qualquer modo, a sua polpa laranja tem uma textura e sabor diferentes da abóbora-menina por exemplo. É costume prepará-la com feijão.

Compota Medicinal de Figo

by 24 de Outubro de 2024

O uso das compota remonta a tempos muitos antigos e a forma da conservação da fruta sob o formato de compota, doce, geleia ou fruta cristalizada sabe-se que veio do povo árabe, mais concretamente dos mesopotâmios, e que a utilizavam com fins medicinais e trapêuticos. As compotas e o próprio açúcar são bases da farmacopeia árabe e da medicina medieval europeia. Elas eram consumidas após a refeição para uma correta ingestão de gordura, proteína e fibra. O consumo do doce no final da refeição permite uma metabolização do açúcar de forma diferente, reduzindo o índice glicémico da compota e a fruta cozida apresenta uma maior digestibilidade.

As compotas, que também eram feitas com mel em tempos antigos, são uma forma de conservação e armazenamento das frutas para para o inverno e provavelmente a estação que mais combina com elas é a do Outono. É a época dos marmelos, dos dióspiros, das abóboras, das romãs, dos figos e das uvas! Esta que vos trago hoje é dos meus figos, com especiarias! E que boa que ficou!

Compotas com ou sem açúcar?

O método tradicional, mesmo anterior ao açúcar era o mel, e o uso do açúcar prolonga a vida da compota conservando-a por muito mais tempo fechada em vácuo, pois o açúcar é um conservante natural. No entanto as compotas mais comuns são elaboradas com açúcar refinado, e esse açúcar não traz qualquer aporte nutricional à fruta. Adianto já que é possível fazer compota com adoçantes e também sem açúcar nem adoçantes artificiais, apenas com a fruta, no entanto não possuem as mesmas propriedades e deixo isto fica para um próximo post!

Qual o melhor açúcar para usar nas compotas?

O melhor açúcar para usar é a rapadura (como é conhecido no Brasil), açúcar demerara ou açúcar de cana integral. Este é o açúcar extraído diretamente da cana com menos processos do que os outros açúcares. Por ter um processamento mais natural, ele consegue manter mais vitaminas e minerais do que o açúcar branco, no entanto não podemos dizer que seja um produto 100% natural, pois tem um processamento diferente, mais orgânico que não usa queimadas na sua plantação. Os açúcares mascavado ou amarelo já passaram por algum processo de refinação e o açúcar de coco é um subproduto que também não recomendo para este efeito. Como todos os açúcares o consumo em excesso do açúcar de cana integral pode causar doenças como diabetes e obesidade.

Vamos lá então, sem mais demoras, à receita!

Ingredientes

  • 1 kg de figos bem lavados e picados
  • 100g de açúcar integral de cana, rapadura ou açúcar demerara
  • 1 colher de chá de canela em pó
  • 1 colher de chá de sementes de funcho
  • 2 estrelas de anis
  • 2 cravinhos
  • 2 cascas de limão

Como se faz a compota medicinal de figo?

  1. Colocam-se os figos numa panela, adicionam-se as especiarias e leva-se ao lume.
  2. Quando começar a ferver diminui-se e deixa-se em lume brando por cerca de 2 horas, mexendo de vez em quando. Se os figos estiverem muito secos, pode-se adicionar um pouco de água.
  3. Coze-se em fogo lento durante, pelo menos 1h30, mas pode cozinhar até 3 horas.

Tudo sobre o nabo e os seus benefícios

by 1 de Maio de 2024

É uma planta da família das crucíferas (couves), uma raiz super versátil e pouco consensual. Na alimentação mediterrânica é menos explorado, sendo maioritariamente consumido em sopas ou cozido (no cozido à portuguesa), no entanto existem muitas maneiras de consumir nabo e beneficiar das propriedades deste poderosos alimento na nossa dieta. Na Medicina Oriental e na Macrobiótica o nabo é um aliado poderoso para ser consumido ao longo do ano, mas que tem especial destaque na estação da Primavera, pois promove uma limpeza do fígado e da vesícula.

O seu sabor é intenso e um pouco picante e amargo se cru, e quando o consumimos com a sua rama, estamos a potenciar ainda mais os seus benefícios, pois a rama atua na limpeza dos pulmões (tosses e bronquites) e a raiz na do fígado. De tal forma que consumir o nabo na íntegra traz imensos benefícios para a nossa saúde. Quando cozido o nabo torna-se doce e está incluído na categoria dos vegetais doces na medicina oriental.

Quando consumido com regularidade o nabo ajuda a fortalecer o sistema imunitário e melhora o aspeto da pele.

O caldo de nabo é um remédio caseiro muito utilizado, um tónico incrível para desintoxicar, limpar o fígado e o nabo ralado num prato mais pesado ajuda na digestão das gorduras. É comum vermos pratos de tempura ou sushi com nabo ralado ao lado, precisamente para este efeito. Gosto de colocar uma gota de shoyou e adicionar aos meus pratos e gosto ainda de fazer tostas finas de nabo cru e barrar com um patê caseiro.

Como escolher nabos?

Para quem não pode apanhar da horta os seus próprios nabos deixo abaixo algumas dicas sobre como escolher na hora de comprar:

  1. Verificar a firmeza – Ao escolher o nabo é importante verificar que este está firme mas não rijo demais pois pode estar já um pouco fibroso. Isto pode acontecer com alguns nabos apanhados mais tardiamente.
  2. Optar pelos nabos mais pesados e com raízes menores – Pode ajudar a garantir que esta raiz esteja mais macio.
  3. Escolher os que possuem as ramas mais frescas  – As folhas do nabo também precisam te ter um aspeto fresco, verde vivo e sem manchas.

Como conservar nabos?

No frigorífico ou no congelador – Os nabos duram imenso tempo no frigorífico e podem também ser congelados para usar em sopas ou preparados que depois irão ser passados. As ramas devem ser consumidas de imediato pois estragam com mais facilidade.

Como arranjar nabos?

  1. Separar as ramas do tubérculo e reservar as ramas num saco e colocar no frigorífico para consumir em apenas dois ou três dias.
  2. Lavar e escovar os nabos com uma escova de vegetais.
  3. Secá-los bem e colocar num saco de pano para vegetais no frigorífico.

Diferentes formas de consumir nabos no Verão e no Inverno

No verão:

  • Cru ralado em saladas
  • Cru em fatias como se fossem tosta barrado com húmus, guacamole, pesto ou miso doce ou outro patê caseiro.
  • Ralado para acompanhar pratos mais pesados.
  • Salteado com alho e um pouco de shoyou

No Inverno

  1. Escaldado em fatias médias
  2. Em caldo para consumir como tónico que ajuda na limpeza e descontração do fígado.
  3. Num cozido de vegetais
  4. Ralado cru para acompanhar pratos mais pesados.

Pão de Banana Vegan e Sem Açúcar

by 3 de Abril de 2024

Pão de banana é daquelas receitas que a maioria das pessoas gosta, incluíndo eu! Foi a pensar nelas que criei esta receita de pão de banana vegan. Uma espécie de bolo, a puxar mais ao docinho, bem fofinho e húmido, sem ovos e sem açúcar. Super rápido e fácil de fazer, e só são precisas 3 coisas para além dos ingredientes: um liquidificador, uma forma e um forno. Vamos lá à receita!

Sobre este pão de banana vegan e sem açúcar tenho a dizer:

  • 8 ingredientes – banana, farelo de aveia, leite vegetal, canela, bicarbonato de sódio, vinagre de maçã e fermento para bolos, vinagre, maple syrup e oleaginosas como nozes, avelãs ou amêndoas (opcional).
  • Vegan – apto para vegans, vegetarianos, alérgicos ao ovo, ao leite (APLV) e intolerantes à lactose.
  • Sem glúten (desde que o farelo venha identificado) – por isso apto para celíacos e intolerantes ao glúten.
  • Simples – Em apenas 3 passos está feito!
  • Fácil e Rápido – São precisos apenas 15 min. mais o tempo da cozedura.
  • Durabilidade – Dura cerca de 3 dias à temperatura ambiente.
  • Conservação – Pode ser congelado até 3 meses.

Vamos precisar de:

  • 300g de bananas maduras batidas (cerca de 2 – 3 bananas)
  • 200ml de leite vegetal
  • 230g de farelo de aveia
  • canela a gosto
  • 1 colher de chá de fermento biológico para bolos
  • 1 colher de chá de bicarbonato de sódio
  • 1 colher de chá de vinagre de maçã
  • 1 banana partida longitudinalmente para decorar
  • oleaginosas como nozes, avelãs ou amêndoas (opcional)
  • maple syrup ou outro adoçante líquido para pincelar a banana (opcional)

Como fazer pão de banana vegan e açúcar?

  1. Unta-se uma retangular (de bolo inglês) e pré-aquece-se o forno a 180º.
  2. Batem-se as bananas com o leite vegetal e a canela num liquidificador.
  3. Junta-se o farelo de aveia e continua-se a bater.
  4. Adiciona-se o fermento, o bicarbonato de sódio e envolve-se tudo à mão.
  5. Coloca-se na forma, junta-se a banana cortada em cima e pincela-se com maple syrup.
  6. Leva-se ao forno a cozer por cerca de 30 – 40 min. (Fazer o teste do palito)

Quinoa

by 11 de Dezembro de 2023

A quinoa é um grão antigo originário dos Andes, na América do Sul, cultivado há mais de 5000 anos e tem sido um alimento básico na dieta de várias culturas, desde os incas. Atualmente a quinoa, é reconhecida por ser um alimento completo devido ao seu valor nutricional, e também devido aos seus inúmeros benefícios para a saúde. Atualmente a quinoa também já é cultivada em Portugal e é possível consumir quinoa portuguesa. Encontra-se em alguns supermercados biológicos e noutros convencionais. Neste artigo vamos explorar um pouco mais sobre a quinoa, os benefícios do seu consumo e como aprender a prepará-la na cozinha.

O que é a Quinoa?

A quinoa é considerada um pseudo cereal, pois não pertence à família das gramíneas, como o trigo e o arroz, por exemplo, mas é preparada e consumida de forma semelhante aos mesmos. É uma excelente fonte de proteína vegetal completa, o que significa que contém todos os aminoácidos essenciais que nosso corpo precisa.

Além disso, a quinoa não tem glúten, o que a torna uma boa opção para pessoas com sensibilidade ao glúten ou doença celíaca.

Quais os benefícios do Consumo de Quinoa:

  • A quinoa é uma fonte vegetal rica em proteínas (e muitos outros nutrientes), sendo uma opção saudável para vegetarianos e veganos e ajuda na construção e reparação de tecidos musculares.
  • É rica em fibras que ajudam na digestão e na regulação do intestino.
  • Tem baixo índice glicémico, o que significa que ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue.
  • É também uma fonte de ácidos gordos, ómega 3, benéficos para o coração e podem ajudar a prevenir algumas doenças cardíacas.

Como usar a Quinoa?

Grande parte das pessoas que experimenta quinoa tem uma má experiência, queixando-se do seu sabor amargo, e por isso não volta a repetir. Quando isto acontece é sinal que a quinoa não foi desamargada. O que lhe dá este sabor amargo são as saponinas nela presentes. Ao colocar de molho, a quinoa vai desamargar.

Preparar a Quinoa:

  1. Colocar de molho em água por cerca de 30 minutos.
  2. Lavar muito bem, escorrer e depois está pronta para cozinhar.

Como cozinhar Quinoa?

A quinoa cozinha-se com o dobro da água e um pouco de sal numa panela e deixa-se ferver. Em seguida, reduz-se o lume para o mínimo, tapa-se e cozinha por cerca de 15 minutos, ou até que a quinoa tenha absorvido toda a água.

Após a cozedura, deixa a quinoa descansar por alguns minutos antes de abrir a panela com a tampa, isso ajuda a dar uma textura mais leve e fofa. Depois soltam-se os grãos com a ajuda de um garfo.

Uma outra forma de cozinhar a quinoa pode ser juntamente com outro cereal integral (ex. arroz integral, bulgur, millet) e colocar 2 partes do cereal para 1 de quinoa cozinhada como explicámos acima).

A quinoa é muito versátil e pode ser usada também em saladas, sopas, guisados, como acompanhamento em pratos principais ou nestas incríveis papas que cá em casa todos adoramos

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