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Simplifique, Simplifica… Simplify Eat e um Giveaway!

by 20 de Novembro de 2019

Não importa o tipo de tratamento, se por “tu” ou por “você”, se se lê em português ou inglês, o conceito-base está lá bem chapado no nome e bem espelhado na assinatura escolhida:“saudável, consciente e sem complicar” e trata-se de um projeto 100% português!

E é sobretudo para os mais distraídos das redes sociais ou para os que ainda não tenham esbarrado de frente com o Simplify Eat na web, que hoje escrevo este post, para dar a conhecer um pouco mais sobre esta iniciativa cuja missão é, nas palavras da sua mentora:

 

o de ajudar famílias a realizar escolhas alimentares de qualidade, em prol de um mundo mais saudável, inspirador e próspero.

 

De que forma?

  • Através de um serviço de planeamento de refeições para famílias que pretendem praticar uma alimentação sazonal, minimamente processada, poupando tempo, dinheiro e energia.
  • Através da publicação de conteúdos diversos que conduzam a melhores opções, e em consciência.
  • Através da realização de eventos e workshops na mesma linha de pensamento.

 

E falar do Simplify Eat é falar da Andrea Franco, a Dona disto Tudo!

Descobri a Andrea, ou ela a mim, num grupo de Facebook sobre Alimentação (óbvio), há já alguns anos e estabelecemos empatia de imediato. Talvez por na altura eu estar em Angola e publicar receitas com produtos locais e pelo facto de a Andrea ser angolana, não sei… Sei que a partir daí nos fomos mantendo sempre em contacto neste mundo virtual, até que um dia ela me apresentou o Simplify Eat e me convidou para ser um blog parceiro.

Fico sempre muito contente quando alguém gosta das minhas receitas e as partilha, como já era o caso com a Andrea a título particular, mas fico ainda mais contente quando conheço alguém com quem consigo sempre aprender alguma coisa. E pois bem, é isso que acontece – e que tem acontecido – ao longo destes anos de Simplify Eat, e é isso que acontece também sempre que vejo um direto da Andrea ou leio algum post que escreve no blog ou no Facebook. Para além de saber do que está a falar, faz uma seleção criteriosa de conteúdos (muito úteis por sinal) e ainda por cima escreve muito bem: de forma bem estruturada, clara, concisa e com sentido de humor (cá está o meu defeito profissional a analisar esta parte).

Deste modo aproveito para partilhar um pouco mais sobre o que é o Simplify Eat, para dizer aos vegetarianos também existem planos (ovovegetarianos), e ainda para felicitar a Andrea por estar no comando deste projeto fantástico, que com o seu empenho e garra, faz andar de dia para dia, sempre com um sorriso nos lábios. Bora lá deixar a conversa de lado e conhecer mais de perto o que é isso do Simplify Eat! Podem saber mais sobre a Andrea aqui.

 

Que serviços podemos encontrar no Simplify Eat?

  1. Sessões/workshops para pais – Com o intuito de se munirem de ferramentas para educar e elucidar os seus filhos acerca da importância de uma alimentação mais natural, com produtos de época e de preferência locais, investindo na sua saúde e na do Planeta.
  2. Menus semanais + listas de compras – São planos sazonais e disponibilizados numa plataforma online interativa onde se podem encontrar receitas passo a passo e a lista de compras para cada semana. A plataforma também dispõe de funcionalidades diversas tais como alterar porções das receitas, permitindo cozinhar a mais ou a menos. Estas alterações refletem-se assim nas quantidades indicadas na preparação e na lista de compras, evitando-se o desperdício de alimentos.

 

Além destes serviços o Simplify Eat conta com um eBook fresquinho e acabadinho de lançar sobre “Receitas Simplify Eat para miúdos (e não só!)”

São 15 receitas (+ variantes) sem glúten, sem lactose, sendo a maior parte adoçada com fruta (fresca e/ou desidratada) ou mel. Aqui encontram muitas opções para lanches e pequeno-almoço dos miúdos e alguns extras de informação tais como sugestões para diferentes Estações do ano, leitura de rótulos, açúcares e farinhas, entre outros.

Quem quiser participar no Giveaway e ganhar este eBook no valor de €7, só tem de ler este artigo até ao fim, va lá, está quase.

 

A Plataforma Simplify Eat

A plataforma Simplify Eat dispõe de várias funcionalidades entre elas uma lista de compras com base nas receitas do nosso plano. Há também planos adequados a cada tipo de dieta. Os planos duram 4 semanas, quem quiser uma continuidade só tem que renovar a cada mês. As receitas são disponibilizadas na plataforma e distinguem-se entre pratos principais e acompanhamentos. Depois a nossa lista de compras é feita com base nas receitas e porções recomendadas.

Eu já experimentei o meu plano e fiquei muito satisfeita. Até me considero uma pessoa organizada e com alguma capacidade de planeamento, mas a verdade é que com esta parte simplificada (cá está o conceito da simplificação novamente), consegui:

  1. Poupar tempo e pude debruçar-me sobre outras coisas igualmente importantes.
  2. Otimizar o tempo que perdia a elaborar lista de compras.
  3. Delegar o supermercado no outro adulto cá de casa.

No final do dia o balanço foi muito positivo e o desperdício menor, sem dúvida.

Gostei muito das receitas propostas pela Andrea, até porque algumas são deste blog, e estou à espera que me convide para a ajudar na elaboração dos menus vegetarianos estritos (coff, coff…), podendo continuar a contribuir para um projeto que vi nascer. E que bom que tem sido também testemunhar o seu crescimento e evolução.

 

Parabéns uma vez mais à Andrea Franco pela sua dedicação, profissionalismo e conhecimento, mas também e sobretudo pela sua forma de estar: simples, simplificada e sem pretensiosismos  🙂

 

Mas as novidades não terminam por aqui e vamos lá agora ao que realmente interessa! Para comemorar os dois anos de Simplify Eat, decidimos lançar este Giveaway em conjunto. O que podes ganhar?

O novo eBook de Receitas Simplify Eat para miúdos (e não só!) em formato pdf e com as 15 receitas na plataforma. Para isso só tens de:

1. Gostar da Página Simplify Eat e Receita para Tudo no Facebook.

2. Partilhar este post de forma pública no Facebook.

3. Identificar 2 amigos na publicação de Facebook.

Podem participar até dia 27 de Novembro às 23:30, quantas vezes quiserem, desde que identifiquem sempre AMIGOS diferentes. Os comentários são sorteados a partir desta publicação no Facebook. Comentários com identificação de marcas ou bloggers não serão considerados.

O que comem os vegetarianos?

by 15 de Novembro de 2019

Muitas vezes as pessoas perguntam-me o que como, se não consumo carne, peixe ou derivados… E foi precisamente este o ponto de partida para a escrita deste post: explicar a composição de um prato vegetariano para todos aqueles que queiram saber o que os vegetarianos comem, para os que queiram introduzir um prato vegetariano na sua alimentação habitual ou para os que se encontrem em situação de transição para o vegetarianismo.

A resposta à questão inicial deste post: “o que comem os vegetarianos” pode parecer básica, contudo não será imediata por requer, na minha opinião, enquadramento prévio.

De facto ainda estamos muito formatados para a dicotomia proteína animal/acompanhamento, que na maior parte dos casos se resume a massa, arroz (normalmente refinados), batata ou legumes. Mas há ainda muitos alimentos e ingredientes para descobrir na alimentação, independentemente da dieta ou estilo de vida, que podem adiconar aos pratos mais comuns apontamentos de cor, sabor e uns pontos extra sob uma vertente nutricional.

 

Um prato é tão mais equilibrado nutricionalmente quanto mais cores tiver. Assim nos pratos que confecionamos no nosso dia-a-dia, devemos ter a preocupação de incluir diversas cores, por forma a garantir a ingestão de diferentes nutrientes e uma diversidade nutricional com vista ao equilíbrio.

 

Quando nos tornamos vegetarianos, (isto partindo do princípio que antes éramos omnívoros) acabamos naturalmente por redescobrir o maravilhoso mundo alimentação, quanto mais não seja porque procuramos alternativas nutricionais válidas à carne, ao peixe ou aos ovos. Eu, por exemplo, quando era omnívora não ía nada à bola com leguminosas, não apreciava a textura e por isso não as incluía na minha alimentação. Abusava (percebo agora), da proteína animal (só ingeria peixe) e dos ditos acompanhamentos. 

A partir do momento em que me tornei vegetariana não podia excluir as leguminosas do meu prato, para ir buscar a proteína a algum lado. Hoje em dia já se fala muito que não é necessário ingerir tantas doses diárias de proteína, mas na altura eu não sabia.

O que fiz? Dei primazia áquelas que mais gostava como o feijão preto, por exemplo, dei espaço para novas descobertas, como o feijão mung ou o azuki, comecei a consumir leguminosas sob outras formas menos clássicas (hambúrgueres, croquetes, etc). Resultado? Passado pouco tempo estava a comer tudo quanto eram leguminosas de todas as maneiras e feitios. Isto para dizer que o vegetarianismo acabou por me abrir muitas portas e um novo caminho de descobertas, não só de ingredientes, mas também de formas de os confecionar, e portanto, de novos sabores também.

Porém não quero aqui dizer que apenas os pratos vegetarianos são completos e equilibrados, há muitos vegetarianos ou vegans que comem muita porcaria, do mesmo modo que há omnívoros que têm refeições super equilibradas. A minha intenção é mesmo a de mostrar que, independentemente das dietas ou escolhas alimentares de cada um, se deve tentar consumir um pouco de tudo de forma equilibrada. No fundo respeitando aquela máxima de:

 

Eliminar processados, dar primazia a ingredientes frescos e naturais, cozinhar e consumir, tanto quanto possível, produtos locais, nacionais e de época, e restringir ou moderar o consumo de açucar e sal.

 

E o que podemos fazer para enriquecer um prato tradicional?

Está ao alcance de qualquer um enriquecer um prato tradicional, para isso pode-se:

  1. Substituir os cereais refinados por cereais integrais.
  2. Variar os cereais integrais introduzindo outros cereais tais como millet, bulgur, polenta, aveia, trigo, etc e ainda pseudo-cereais como o  trigo sarraceno, a quinoa ou o amaranto.
  3. Reduzir a porção de carne/peixe ou mesmo substituir por uma leguminosa.
  4. Aumentar a ingestão diária de legumes (tanto crus como cozinhados).
  5. Adicionar um punhado de sementes ou oleaginosas torradas (fica tão bem por cima do cereal, legume ou salada).

 

Há dois anos, num jardim de infância onde o meu filho esteve temporariamente, era a única criança vegetariana. Como estavam a ensinar a Roda dos Alimentos e como os outros meninos (e a educadora), tinham curiosidade em saber ao certo o que o Benjamim comia, pediram se podiamos levar de casa alguns exemplos de alimentos recortados de folhetos promocionais, para colocarem na Roda dos Alimentos que estava afixada na sala.

Esta tarefa acabou por se avizinhar complicada para mim pois não encontrávamos alguns alimentos que fazem parte da nossa alimentação diária nos folhetos mais comuns. De tal forma que preferi preparar um modelo em formato de Prato Vegetariano, com exemplos de todas as fontes de origem vegetal que uma criança e um adulto vegetarianos podem ingerir. A foto que consegui encontrar embora foque uma perspetiva mais macrobiótico-vegetarina, está bastante eludidativa e bem perto do tipo de alimentação que fazemos aqui em casa, só coloquei uma legenda com exemplos, para maior compreensão. 

E hoje decidi fazer este post a acompanhá-la, na esperança também de ajudar quem está em transição para o vegetarianismo e se depara com dúvidas sobre o que cozinhar para obter um prato vegetariano completo.

Infelizmente muitas pessoas ainda acham que os vegetarianos comem só alface ou que ser vegetariano e comer saladas… Not! E aqui está a prova!

Garanto-vos que se seguirem este esquema, seja para vocês adultos, seja para os vossos filhos, não vos faltará absolutamente nada. Ah… E não se esqueçam: se forem vegetarianos estritos, suplementem – a vocês e às vossas crianças – com vitamina B12.

Aqui em casa a base da nossa alimentação são os cereais integrais e as leguminosas que depois complementamos com outros vegetais e frutas, oleaginosas e sementes dependendo da refeição do dia.

Em jeito de esquema e de forma bastante genérica, posso dizer que aqui se consome:

  1. Ao pequeno-almoco – Cereal, frutas + vegetais crus (sumos verdes ou em papas), sementes e oleaginosas.
  2. Ao almoço – Cereal, leguminosa, vegetais crus, vegetais cozinhados, sementes, algas e alguns germinados e fermentados.
  3. Ao Jantar  – Sopa, cereal, leguminosa, vegetais crus, vegetais cozinhados e sementes.

Nas refeições intermédias entra fruta com fartura, oleaginosas, cereais e sementes. Também consumimos alimentos fermentados e germinados e probióticos naturais como o kéfir (mas isto dá outro post).

Às opções apresentadas ainda consumimos de forma mais ou menos regular outros alimentos ricos em proteína vegetal como é o caso do seitan (glúten de trigo), tofu (soja) e tempeh (feito a partir de grãos de soja fermentados) e cogumelos.

Finalmente, e em jeIto de conclusão, deixo-vos com a imagem que responde à pergunta original deste post. Espero que esta informação vos tenha sido de alguma forma útil. Tenham um bom fim-de-semana!

O que comem os vegetarianos?

pratos vegetarianos

Mousse de Dióspiro vegan e sem açucar

by 11 de Novembro de 2019

O Outono pede tons secos de castanho, laranja e amarelo. Pede abóboras e batatas-doce, castanhas, nozes e amêndoas, dióspiros e romãs. E foi com estas cores e com estes sabores que demos corpo à mesa que marcou encontro com todas as famílias no Jardim de Infância dos meus miúdos, na passada sexta-feira.

O Jardim Alfazema é um espaço de educação livre, inspirado na Pedagogia Waldorf, que visa promover o desenvolvimento integral do ser humano, nas suas dimensões cognitiva, física, emocional, estética, social e espiritual, ajudando-o a tomar consciência do seu potencial evolutivo para que se torne capaz de, por ele próprio, dar sentido e direção à sua vida.

Trata-se de um projeto que apesar dos poucos recursos financeiros, se encontra de pé graças à boa-vontade, empenho, dedicação e investimento por parte das famílias que o integram, numa pequena aldeia em desertificação do Litoral alentejano, perto dos concelhos de Grândola, Sines e Santiago do Cacém, 

Aqui o S. Martinho é marcado pela Celebração das Lanternas, numa caminhada pela aldeia de Santa margarida, ao som de músicas cantadas por todos, simbolizando o espírito de solidariedade e de partilha, numa altura em que a Natureza nos convida a uma reflexão interior.

Assim cada família contribuíu com uma iguaria da época e assaram-se castanhas na caruma, e com o cair da noite acenderam-se as lanternas para mais uma volta à aldeia e um convite a um convívio com a comunidade local. Conheçam o projeto educativo mais de perto aqui!

mesa de outono

Eu fiz esta mousse de dióspiro, vegan e sem açucar, com especiarias que ficou deliciosa e é super fácil de fazer. Confesso que não sou fã de dióspiros, só mesmo triturados em papas ou outras receitas doces, mas adorei esta mousse! Aproveitem dióspiros moles que tenham em casa e dêm-lhes uma nova vida, neste doce de colher apetitoso! Vamos à receita.

Ingredientes:

  • 4 chávenas de leite de aveia
  • 500 gr. de polpa de dióspiro
  • 3 colheres de sopa de ágar-ágar em pó
  • 2 colheres de sopa de amido de milho (ou araruta ou outra farinha)
  • 4 tâmaras medjool (opcional)
  • 1 pau de canela
  • 2 cascas de limão
  • 1 estrela de anis
 

Como se faz a mousse de dióspiro sem açucar?

1.Leva-se ao lume metade da quantidade de leite com o amido (ou farinha), o ágar-ágar, o pau de canela, as cascas de limão e a estrela de anis, e deixa-se cozinhar durante cerca de 10 minutos em lume médio, mexendo regularmente.

2. Acrescenta-se o restante leite, a polpa de dióspiro previamente batida com as tâmaras (caso usem tâmaras) e aguarda-se que levante fervura. Depois coloca-se o lume no mínimo e deixa-se cozinhar por mais uns 5 minutos mexendo sempre.

3. Desliga-se o lume, retiram-se as especiarias e as cascas de limão, deixa-se arrefecer e leva-se ao frigorífico até solidificar.

4. Retira-se do frigorífico e tritura-se muito bem com a varinha mágica até se obter uma consistência cremosa de mousse.

5. Decora-se com uma estrela de anis. Pode-se servir com um pouco de polpa de dióspiro natural e canela em pó.

Bolinhas saciantes de aveia e cenoura

by 25 de Setembro de 2019

 

Adoro bolinhas saciantes e improviso imensas receitas com os igredientes que tenho à mão, incluíndo oleaginosas, sementes, frutos secos… muitas vezes até para aproveitamento de pequenas sobras. Estas são de aveia e cenoura e são ideais para matar “desejos doces” pois não contêm açúcar e ainda para mais são muito fáceis e rápidas de fazer. São um ótimo recurso quando se pensa que não se tem nada doce em casa, pois são feitas com ingredientes que costumamos ter na despensa. À falta de tâmaras pode-se usar outro fruto seco qualquer, sultanas ou alperces, por exemplo.

Para os mais arrojados a combinação do gengibre fresco e especiarias dá um toque incrivelmente único, principalmente combinado com o cardamomo em pó. Para crianças o melhor é optar por uma versão simples, ou seja sem as especiarias, mas com o coco ralado. A única ressalva que faço nesta receita é a de que estas bolinhas devem de ser consumidas frescas, por isso convém irem um pouco ao frio antes de servir, para a aveia inchar e para os sabores dos temperos maturarem um pouco.

A parte boa é que se conservam por vários dias no frigorífico numa caixa fechada, por isso podem fazer em quantidade e ter sempre à mão, ou podem também congelar. Vamos lá à receita então.

 

Ingredientes

  • 1 chávena de tâmaras
  • 1 chávena de flocos de aveia
  • sumo e raspa de uma laranja
  • 1 cenoura ralada fininha
  • canela a gosto
  • gengibre fresco ralado e especiarias – cardamomo em pó ou noz moscada – (opcional
  • coco ralado para polvilhar (opcional)

 

Como se fazem as bolinhas saciantes de aveia e cenoura?

  1. Colocam-se todos os ingredientes num processador de alimentos e bate-se até se obter uma mistura homogénea.
  2. Moldam-se pequenas bolinhas. Podem-se polvilhar com coco ralado.

 

 

Húmus de Grão + 4 Dicas para ficar mais cremoso

by 13 de Agosto de 2019

O húmus dispensa qualquer tipo de apresentação. É um clássico do Médio Oriente e um habitué cá de casa. Normalmente faço como entrada mas os miúdos adoram acompanhar a refeição com húmus e palitos de vegetais (cenoura, pepino ou aipo). Também gostamos muito de comer húmus com falafel e pão de pita. Cada um faz o seu próprio wrap com vegetais crús e falafel à mistura.

Quando estive em Israel tive a oportunidade de experiementar imensas variedades diferentes de húmus, cada uma melhor que a outra. Aqui em casa vario normalmente entre esta versão clássica e esta de batata-doce, que é ótima. Também gostamos muito do babaganoush, um húmus de beringela típico também do Médio Oriente. A ver se cá ponho a receita em breve.

Para mim o que distingue realmente esta minha receita é a raspa de limão. Acho que fica com um toque aromático muito bom que ajuda a disfarçar o sabor mais intenso que o grão cozido pode ter.

 

Nas minhas incursões pela internet descobri uma receita do Chef israelita Michael Solomonov, proprietário do conhecido Restaurante Zahav em Filadélfia, que tem alguns truques para fazer um húmus mais cremoso e uma receita de húmus feita com base nesses moldes.

 

Cada uma destas dicas pode aplicar-se também à minha receita de húmus, mas se pretenderem uma versão mais prática e rápida, saltem diretamente para a receita abaixo e em 5 minutos têm o vosso húmus de grão pronto.

 

4 Dicas para um húmus de grão ainda mais cremoso:

1. Demolhar o grão de véspera, em muita água, com uma colher de chá de bicarbonato de sódio.

Como o grão vai inchar será necessário colocar muita água. Depois escorrer o grão e colocar numa panela com 1 colher de chá de bicarbonato de sódio coberto, com cerca de 10cm acima. De seguida por o grão a cozer com o lume no máximo até levantar fervura, retirando algumas partículas que subam à superfície.

2. Cozer o grão pelo menos 1 hora

Quando a água começar a ferver, diminuir o lume para o médio, tapar a panela e deixar cozer durante pelo menos 1 hora, até o grão se desfazer. Escorrer o grão.

3. Não descascar os dentes de alho

Colocar os dentes de alho com casca num processador com o sumo de limão e uma colher de chá de flor de sal e picar bem até se obter uma pasta. Deixar repousar pelo menos 10 minutos e coar esta mistura por um coador de tela muito fina (também se pode usar um pano de voal). Depois descarta-se a parte sólida das cascas de alho e junta-se o tahini a este líquido. Triturar e durante o processo juntar 6cl de água gelada.

4. Triturar o grão durante mais tempo do que o habitual

Quando a mistura anterior estiver bem homógenea, juntar o grão e os cominhos e continuar a bater por mais 2-3 minutos. Parar de bater somente quando o creme tiver atingido uma textura aveludada. Depois é altura de provar e retificar temperos, se necessário, adicionar um fio de azeite, polvilhar com sementes de cominhos, paprika e salsa. Podem ver a receita completa do Chef Solomonov aqui

Vamos lá à minha receita então, a foto é da minha amiga Sofia – Um Capítulo! Espero que gostem.

 

Ingredientes

  • 2 chávenas de grão cozido
  • 1-2 colheres de sopa de tahini
  • 3 colheres de sopa de azeite
  • 1 dente de alho
  • sumo e raspa de 1 limão
  • água qb para se obter uma textura cremosa
  • 2 colheres de chá de cominhos (prefiro usar em sementes do que em pó) – pitada de pimenta preta
  • flor de sal
  • fio de azeite e sumak/paprika ou sementes de cominhos, pimenta preta e pinhões para polvilhar

 

Como se faz o húmus de grão?

1. Coloca-se o grão, o tahini, o azeite e o sumo de limão num processador de alimentos e bate-se. Junta-se o alho, a pimenta e os cominhos e continua-se bater (cerca de 2-3 min.), adicionando aos poucos a água para se obter um puré mais fofo e cremoso.

2. Na hora de servir rega-se com um fio de azeite e sumak (uma especiaría típica do Médio Oriente) ou paprika. Também se pode optar por colocar pimenta preta, sementes de cominhos e pinhões.

3. Leva-se ao frigorífico para servir fresco. Eu prefiro fazê-lo com umas horas de antecedência, ou mesmo de véspera, para a mistura maturar os temperos.

Coentro

by 28 de Julho de 2019

Coriandrum sativum

Portugal apesar da sua pequenez territorial não deixa de apresentar clivagens entre o Norte e o Sul. Uma delas nota-se à mesa, salsa a Norte e coentro a Sul. Nascida a Norte do Mondego desprezei os coentros durante longo tempo, mas bem vistas as coisas, ou melhor, saboreadas, o coentro é hoje rei na minha cozinha. De sabor quente e com um travo a laranja fica bem em quase tudo.

Cá em casa utilizamos também as sementes de coentro nos nossos pratos de inspiração indiana. Estas podem também ser utilizadas na preparação de infusões. No sistema Ayurveda o coentro denomina-se Dhanyaka, utilizado sobretudo pelas suas propriedades carminatives e diuréticas.

Encontra receitas com coentros aqui!

 

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