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10 Dicas para um Bolo Vegano bem sucedido

by 25 de Março de 2020

Acho que uma das coisas com que as pessoas que se tornam vegetarianas/veganas se debatem mais é com fazer bons bolos sem ovos, sem manteiga, sem leite ou outro qualquer derivado animal. E isto ainda se intensifica mais se, tal como eu, não quiserem usar açucar nem nenhum substituto semelhante. De facto não é tão fácil fazer um bom bolo vegano da mesma maneira que se faz um bolo comum. No campo dos bolos tradicionais, há pessoas que mesmo não sabendo cozinhar conseguem fazer um bolo espetacular e há pessoas que são excelentes cozinheiras mas não têm grande jeito para bolos… 

Sempre fui gulosa mas estava no grupo daqueles que tinha pouco jeito para bolos. Na verdade nunca enveredei muito por esse lado por uma questão  estratégica também, pois assim não caía na tentação de os comer. Contudo depois de ter filhos, e de ter eliminado por completo o açucar da nossa alimentação, comecei a ter vontade de experimentar bolos mais saudáveis, sem açucar, adoçados de forma natural, nomeadamente através de frutos secos como as tâmaras, ameixas, passas ou figos por exemplo. 

Os primeiros resultados eram desastrosos a nível de aspeto, mas não desapontavam em termos de sabor, ou seja, as receitas eram boas, a execução é que nem por isso… Eu sabia no que fazer um bolo vegano usando qualquer tipo de açucar era sem dúvida mais fácil, e muito diferente de usar frutos secos que pesam mais na massa, e que os bolos acabavam por sair mais densos e mais pesados, mas para nós comermos de vez e quando lá em casa funcionava.

No meio do processo acabei depois por descobrir e me dedicar mais aos bolos crus, que adoro por sinal, e a outro tipo de doces que me saíam sempre bem e por esquecer os tradicionais. Mas a ambição de ter pelo menos uma receita de bolo infalível, quanto mais não fosse para o aniversário dos miúdos, era muita e nunca desisti. Nas minhas investigações e investidas fui descobrindo algumas regras a seguir que fazem toda a diferença na confecção de um bolo vegano, que não são imperativas numa receita de bolo tradicional. 

 

Hoje em dia posso dizer que consigo fazer não um nem dois, mas vários bolos veganos, fofos, bonitos e maravilhosos de sabor, usando apenas ingredientes integrais, sem açucar nem qualquer tipo de adoçante alternativo como mel ou geleias de cereais. E posso dizer mais: consigo, através da observação da massa, perceber se vai ligar bem, se precisa de mais ingredientes secos ou de líquidos. Tudo isto fui adquirindo ao longo do tempo, com diversas tentativas e com a experiência. 

Para os que desistiram ou estão para desistir, não percam a esperança. Compilei esta lista que pode ser a vossa salvação! Sigam ponto por ponto e depois venham cá contar como correu.

1. Forrar a forma com papel vegetal e fazer uma tampa

Uma das coisas que funciona bem é, para além de forrar a forma com papel vegetal, fazer uma tampa no mesmo papel que acaba por servir para evitar que a parte de fora do bolo coza mais rápido que a de dentro e queime. Deste modo devem untar a forma com um pouco de gordura (azeite, manteiga vegetal ou óleo de coco), colocar o papel a forrar a forma, depois a massa e no fim a tampa e levar ao forno.

2. Pouca massa de cada vez

Fazer bolos demasiado grandes pode não correr muito bem à primeira tentativa, pois pode-se correr o risco das farinhas não se misturarem bem na massa. Normalmente as receitas de bolos veganos não são receitas muito grandes por isso há muita gente que as duplica, triplica, ou para um bolo muito grande, quadriplica. Se for este o vosso caso, o meu melhor conselho é: tenham bons utensílios para o fazer (colheres grandes, recipientes grandes) e força de mãos. Misturem delicadamente e assegurem-se que lá no meio, a parte líquida do bolo chegou a todas as partes e incorporou bem na sólida.

3. Fazer 2 bolos

Esta vem um pouco no seguimento do ponto anterior. Muitas vezes funciona melhor dividir a massa, precisamente para trabalhar menos massa de cada vez. Por isso se pretenderem fazer um bolo realmente grande, o meu melhor conselho é fazerem 2 bolos e rechear, garantido assim que os ingredientes ficam todos bem misturados e que o bolo mantém toda a sua fofura.

4. Processar as tâmaras com a farinha

Como a maior parte das minhas receitas de bolos usa tâmaras, aprendi que a melhor maneira de as incorporar na massa é batendo-as com a farinha. Atenção que aqui também não é preciso bater muito porque não se quer que a farinha se transforme numa bola. Deve-se ir batendo aos poucos, apenas o suficiente para as tâmaras ficarem picadas e incorporadas na farinha sem bater demasiado.

5. Misturar os ingredientes líquidos e os sólidos em separado

Esta é normalmente uma imposição nas receitas de bolos veganos e não é mesmo por acaso. Por vezes podemos ter a tendência para fazer de outro modo qualquer, mas aqui também não vale a pena inventar sob pena de dar barraca.

6. Bater o bolo à mão: sempre!

Outra erro em que podemos cair: bater o bolo com uma batedeira ou com um processador de alimentos como se faz com os bolos tradicionais. De facto não é que seja proibido fazê-lo, mas bolos sem ovos não se querem muito “mexidos” nem muito “batidos”. A ideia é mesmo a de envolver os ingredientes, misturando até obter uma massa homogénea. Se batermos vamos tornar a massa mais pesada e o bolo mais denso.

7. Dar preferência a farinhas integrais

Muita gente se queixa que os seus bolos veganos não crescem, que ficam muito “enqueijados”, ou seja que a massa fica densa. E se, por um lado, poderá dever-se ao facto do bolo ter sido demasiado batido, também pode estar relacionado com o uso de farinhas refinadas. Bolos que usam apenas farinhas refinadas têm tendência a expandir menos. Normalmente uso farinhas integrais e noto muita diferença. Também há muitas receitas que sugerem uma mistura de ambas, mas nada como experimentarem em casa o que vos corre melhor. 

8. Usar um bom fermento

Aqui acho mesmo que faz toda a diferença. Sempre que usei um bom fermento (biológico) nos meus bolos, notei uma muita diferença e a partir daí nunca mais usei fermentos convencionais. O fermento também não se quer muito mexido e por isso adiciono-o apenas no final do bolo. O fermento pode ser substituído por vinagre + bicarbonato ou vinagre + limão.

9. Não deixar a massa muito pesada

Se depois de bater o bolo percebermos que e massa está muito densa/pesada e pouco fluída, é porque o bolo precisa de um pouco mais de ingredientes líquidos. Aí pode adicionar-se um pouco de leite vegetal ou de água e tornar a mexer. Para este passo é preciso algum cuidado para que a massa fique “no ponto” certo. E isto por vezes não se descobre de imediato, requer algum treino e muitas tentativas.

10. Não cozer o bolo a uma temperatura muito alta

Cozer um bolo a 180º é o ideal para o bolo não levar demasiado calor e cozer de forma homogénea. Normalmente pré-aqueço a 200º com ventoinha e depois cozo a 180º com as resistências de baixo e de cima ligadas.

 

Espero que coloquem estas dicas em prática quando fizerem o vosso próximo bolo vegano. Se tiverem mais alguma dica por favor partilhem comigo também que quero saber!

 

A foto que vêem na imagem deste post é de um bolo de cenoura e chocolate delicioso, que foi a escolha do meu filho para comemorar os seus 6 anos. Um destes dias passo para aqui para deixar a receita.

 

 

 

Jardineira de legumes

by 23 de Março de 2020

Tenho andado a revisitar as receitas tradicionais portuguesas, aqueles pratos clássicos que se comiam em casa da minha mãe. E tinha inevitavelmente que aqui vir dar: à jardineira! Digo inevitavelmente porque nunca fui fã… Comida cativa dos nossos almoços de quarta-feira, à jardineira a minha mãe chamava: Carne Estufada, e fazia-a com carne de vaca e presunto cozido. Confesso que nunca gostei, desde logo porque tinha ervilhas, (as minhas arqui-inimigas), depois porque levava batata estufada que também não achava grande graça, e ainda pelo presunto, que salgava o prato e me dava imensa sede… Mas pronto, tinha que comer, que remédio!

Hoje em dia faço jardineira apenas com legumes e uso batata-doce porque acho que combina bem melhor, dando um sabor ao prato bem distante das minhas recordações de infância. Quem quiser fazer algo mais parecido com a jardineira de carne pode usar seitan e chouriço vegetariano que acabam por dar um sabor mais fiel, mas para o dia-a-dia, gosto de a fazer apenas com legumes, parece-me suficiente e fica mesmo muito bem. Nota que eu ainda “ponho as ervilhas de lado”…

Este é um daqueles pratos a que eu chamo um 2 em 1. Pode-se fazer muita quantidade e com as sobras, transformar noutro prato. Como?

  1. Escorre-se bem o molho;
  2. Tritura-se tudo e junta-se pão ralado (também se pode usar farinha de mandioca em alternativa) para secar um pouco a massa;
  3. Moldam-se croquetes ou almôndegas ou mesmo hamburgueres e panam-se (também pode ser com farinha de mandioca);
  4. Congela-se e estão prontos a usar noutra qualquer refeição.

Vamos lá então sem mais demora à receita da jardineira de legumes. Bom apetite!

Ingredientes

  • 2-3 batatas-doce cortadas em cubinhos (350g)
  • 2 cenouras médias cortadas em quadradinhos (100g)
  • 2-3 tomates médios maduros pelados e cortados em pequenos pedaços (330g)
  • 1 cebola grande picada (100g)
  • 4 alhos esmagados e picados (20g)
  • ervilhas frescas (300g)
  • caldo de legumes qb (ensino a fazer aqui) ou água
  • vinho branco (60ml) – opcional
  • 2 folhas de louro
  • 1 colher de sopa de pimentão doce
  • 1 colher de sopa de alho em pó
  • azeite qb para refogar
  • pimenta preta a gosto
  • salsa fresca picada para servir
  • sal qb

Como se faz a jardineira de legumes?

1. Num tacho aloura-se a cebola com as folhas de louro em azeite, e quando esta estiver transparente juntam-se os alhos deixando dourar mais um pouco.

2. Adiciona-se o tomate e tempera-se com o sal e as especiarias. Deixa-se cozinhar uns minutos, em lume brando, para o tomate amolecer e transformar-se em molho.

2. Colocam-se as batatas e cenouras e deixa-se cozinhar por mais uns minutos, mexendo de vez em quando. De seguida, adiciona-se um pouco de caldo de legumes e o vinho branco (caso usem) e deixa-se levantar fervura. 

3. Adicionam-se as ervilhas e envolvem-se bem, cobrindo os alimentos com mais caldo. Se for necessário nesta fase retificam-se temperos.

4. Deixa-se cozinhar em lume brando por cerca de 25-30 minutos ou até a batata estar cozida (testa-se com um garfo). Durante a cozedura, pode ser necessário ir acrescentando mais caldo/água para que o prato mantenha o molho desejado.

5. Desliga-se o lume e deixa-se repousar uns 5-10 minutos para o prato acabar de apurar os sabores. Serve-se com salsa fresca picada.

 

 

Compota de Morango sem açucar

by 29 de Dezembro de 2019

Dizem ue não se fazem omeletes sem ovos nem compotas sem açucar e sou obrigada a concordar. De facto quando falamos em omeletes falamos em ovos, e quando falamos em compota falamos em açucar ou num ponto obtido entre a fusão da fruta e do açucar. De todas as formas desde que me tornei vegetariana, e que fui mergulhando cada vez neste maravilhoso mundo da alimentação, que venho descobrindo alternativas vegetais semelhantes a opções que consumia anteriormente equivalentes quer em aspeto, quer em sabor. E se a omelete conseguimos reproduzir com a farinha de grão (e com o sal negro que dá um sabor praticamente igual ao do ovo), a compota podemos reiventar apenas com fruta (e tâmaras) e, neste caso para aproximar a textura, com umas sementes de chia.

Claro que não é uma receita daquelas que as nossas mães faziam de empreitada e servia N frascos para todo o ano, pois não tem aqui o açucar para lhe dar essa longevidade. Mas é uma alternativa doce, de sabor semelhante à compota original, e que podemos fazer em menor quantidade para usarmos como topping em iogurtes, overnight oats ou panquecas ou como compota barrada no pão ou em tostas. Conserva-se em frasco de vidro no frigorifico até cerca de 4 dias. Vamos lá então à receita.

Ingredientes

  • 200g de morangos ou framboesas frescas (ou congeladas)
  • Sumo de meia lima
  • 2 tâmaras
  • 1 colher de sopa de sementes de chia

 

Como se faz a compota de morango e chia sem açucar?

  1. Trituram-se os morangos/framboesas com o sumo de lima e as tâmaras com a varinha mágica).
  2. Transfere-se para um frasco de vidro, juntam-se as sementes de chia e envolve-se bem.
  3. Deixa-se a repousar no frigorífico por 30 minutos (mínimo).

 

Brinquedos de madeira para crianças: Sim ou Não?

by 14 de Dezembro de 2019

Há muito, muito tempo, eram os nossos pais umas crianças que brincavam no bailoço e ao pião…

… Desde este baloiço e este pião de madeira que já se contam muitas décadas. No meu tempo de criança ainda restavam alguns brinquedos de madeira mas a verdade é que o plástico já tinha tomado conta da maior parte dos brinquedos da minha geração nos anos 80. Achávamos que eram brinquedos modernos, mas a verdade é que partiam com facilidade e tinham uma duração limitada, já para para não falar de perderem logo uma ou outra funcionalidade e de ficarem inutilizados rapidamente..

Quando pensamos no plástico e na sua origem vamos inevitavelmente dar ao petróleo, recurso ambientalmente nocivo e não renovável. Nesta altura as preocupações ambientais não tinham tanta força como agora ou valores mais altos se levantavam. O que valia era a produção em escala e ao mais baixo custo para depois se venderem a um preço mais reduzido. Como as coisas também eram (e ainda são) feitas para durar menos, ou seja têm um ciclo de vida mais curto, acabavam por ter de ser substituídas e por gerar mais compras e mais vendas, e assim alimentar esta cadeia de produção, aumentando, quase nas mesmas proporções, a poluição e o impacto ambiental. E o plástico tomou, e continua a tomar, conta de grande parte do universo dos brinquedos infantis (e este é apenas o exemplo de um setor).

Atualmente, embora as coisas não tenham mudado muito em termos de produção e de filosofia de mercado e de vendas, assistimos um pouco mais a um regresso às origens, e felizmente que na geração dos meus filhos, os brinquedos em madeira têm ressurgido em força para quem procura opções de brinquedos mais sustentáveis e mais amigos do ambiente.

Assim os brinquedos de madeira fazem-nos viajar no tempo,  trazendo-nos uma certa nostalgia dos tempos antigos. Aqui em casa damos sempre preferência a brinquedos feitos de materiais naturais, sejam de madeira, sejam de outro tipo de matérias amigas do ambiente, no entanto os miúdos acabam sempre por ter alguma coisa em plástico e claro que acabam por brincar com tudo.

O que faço normalmente com os brinquedos em plástico, de maior porte normalmente, e com mais funcionalidades (vulgo vozes ou músicas)? Tento condicionar a sua utilização à casa dos avós e na nossa casa ficam os mais tradicionais, normalmente mais didáticos e estes acabam por ser os que eles brincam mais!

 

Quais as principais vantagens dos brinquedos de madeira?

  • Mais amigos do ambiente – São ecológicos, sustentáveis, feitos numa matéria-prima natural e com menor toxicidade química, sendo também mais facilmente degradáveis por oposição aos de plástico. O facto de não usarem baterias ou pilhas reduz ainda mais o seu impacto ambiental.
  • Menos tóxicos – Pois são feitos com recurso a materiais naturais e as tintas usadas são normalmente seguras para a saúde e amigas do ambiente.
  • Mais duráveis – Atravessam gerações e gerações e são menos susceptíveis de se danificarem ou partirem, sendo mais resistentes a quedas e outro tipo de acidentes.
  • Mais fáceis de reparar – Normalmente quando se estragam os brinquedos de madeira são facilmente consertáveis.
  • Mais seguros – Sendo compostos por peças maiores, os risco de ferimento com pequenas peças é menor do que nos brinquedos de plástico. Por outro lado como também não têm pilhas nem baterias acaba por não existir risco de as engolir. 
  • Potenciam o desenvolvimento infantil – Normalmente os brinquedos de madeira não possuem funções automáticas nem botões, estimulando a interação da criança com o brinquedo e obrigando-a potenciar e desenvolver a sua imaginação e criatividade.
  • Trabalham diferentes capacidades da criança – Muitos brinquedos de madeira têm associados por norma o desenvolvimento de várias capacidades da criança como a sua agilidade motora, noções de lógica ou associação, perceção do espaço, etc.
  • Recriam ambientes mais tranquilos – Os brinquedos de madeira têm a tendência para criar um ambiente mais calmo, porque não produzem ruído, não são barulhentos nem possuem comandos automáticos.

 

Quais as desvantagens dos brinquedos de madeira?

  • Peso – São normalmente mais pesados sendo por isso menos portáteis e menos práticos de transportar.
  • Perigo – Podem-se tornar perigosos em caso de arremesso pois são passíveis de provocar ferimentos dado o seu peso.
  • Tintas usadas – É importante termos em atenção na altura de escolher os brinquedos de madeira quais os tipos de tinta utilizados para os pintar, para termos a certeza que são seguras para a saúde das crianças em caso de contacto com a boca ou de ingestão.
  • Preço – Normalmente são mais caros do que os de plástico, mas como duram mais isso também se traduz numa vantagem. Além disso também sou mais a favor da qualidade do que da quantidade.

 

Como podem ver são muito mais as vantagens do que as desvantagens da utilização de brinquedos de madeira. Há muitas escolas com pedagogias alternativas como por exemplo as escolas Montessori ou Waldorf que apenas utilizam brinquedos de madeira, ou feitos em matérias-primas naturais, para trabslhsr, desenvolver ou potenciar diferentes capacidades nas crianças.

 

Portanto a resposta à minha pergunta: “Brinquedos de madeira para crianças: Sim ou Não?” é SIM, SEMPRE!

4 Bolos Vegan Sem Açucar rápidos e fáceis de fazer

by 8 de Dezembro de 2019

Esta semana trago um best of de bolos vegan e sem açucar. Todas estas propostas são adoçadas com adoçantes naturais, normalmente provenientes da fruta (fresca ou seca) e não usam qualquer ingrediente de origem animal. Não tenho por hábito usar açucar, nem qualquer tipo de produto substituto como geleias de cereais. Pontualmente uso numa ou noutra receita xarope de agave ou maple syrup mas sempre em quantidades residuais.

Todas as receitas que escolhi têm algo em comum, além de serem rápidas e fáceis de preparar, usam ingrediente crus ou seja, não precisam de ir ao forno, apenas frigorífico. Sendo receitas cruas usam, na sua maior parte, uma ou mais oleaginosas e um ou mais frutos secos, daí que não saiam propriamente baratas. Contudo podem alterar ou substituir em muitas delas as oleaginosas por outras de época ou que consigam a preços mais acessíveis. 

A maior parte destes bolos também usa cacau, portanto se o cacau – ou o chocolate – não forem a vossa praia, saltem diretamente para o número 4.

Aqui ficam então as 4 propostas de bolos vegan sem açucar que resolvi juntar neste post Tudo-em-Um.

 

1. O melhor Bolo de Aniversário Vegan

É uma das minhas receitas de bolo favorita para aniversários e até o decidi apelidar d´ “o melhor bolo de aniversário vegan” porque é um bolo muito consensual e toda a gente o adora. A base fica crocante, o meio com uma consistência deliciosa, e assenta que nem uma luva na mistura de frutos silvestres do topo. Simplesmente maravilhoso. É uma receita que fica um pouco cara pois leva tâmaras e amêndoas na base, e ainda miolo de avelã no meio. No entanto como é um bolo que leva muitas oleaginosas, acaba por satisfazer mais e por render, pois as fatias nunca são tão generosas quanto as de um bolo tradicional. Também resulta muito bem fazer em forma retangular e servir em quadradinhos tipo brownie. Explorem esta receita que têm “pano para mangas” e os amantes de chocolate vão adorar. Nesta proposta uso banana, coco e tâmaras para adoçar.

Espreitem a receita passo-a-passo aqui

bolo aniversário chocolate

 

2. Bolo de Figo, Amêndoa e Cacau 

Este bolo transporta-me para um cenário palativo algarvio dado que usa a amêndoa e o figo, ainda que depois leve um toque de cacau. Experimentei-o para meu bolo de aniversário quando fiz 38 anos. É um bolo que por levar figo, não precisa de mais nenhum adoçante extra, sendo muito parco em ingredientes também. Neste caso less is more. A maior vantagem desta receita é mesmo a rapidez de execução, pois não é preciso separar ingrediente nenhum, deita-se tudo para o processador, bate-se e molda-se o bolo. Só precisam de um tempinho prévio para demolhar os figos para se tornarem mais macios e mais fáceis de bater. Uma dica para este bolo? Faça-no com a base do bolo de cima que também fica muitaaaa booom!

Sigam a receita passo-a-passo aqui.

 

3. Bolo Trufa de Chocolate

É sem dúvida uma das minhas melhores criações culinárias, este bolo de cacau intenso, tem consistência muito semelhante à trufa de chocolate e combina lindamente com lascas de coco – ou coco ralado – e uma folhinha de hortelã. Os amantes de bombons que se preparem porque parece que estamos a comer um bombom gigante composto por duas camadas deliciosas de chocolate, com uma textura super aveludada. Uma coisa é certa: ninguém fica indiferente a esta receita posso garantir-vos. O adoçante aqui são as tâmaras e para os mais gulosos (caso façam questão, maple syrup). 

Vejam a receita passo-a-passo aqui.

bolo trufa

4. Cheesecake de Caju, Lima e Coco

E para desenjoar um bocadinho do cacau e do chocolate, a minha última proposta vai para este fake cheesecake de lima e caju que é de comer e chorar por mais e faz as delícias dos maiores real cheesecake lovers. Esta versão vegan tem base de tâmaras e amêndoa, recheio de caju e topping de calda de morangos frescos. Os adoçantes neste caso são as tâmaras e o coco e para quem quiser mais, um poquinho de maple syrup. Para os gulosos dobrem as quantidades.

Explorem a receita passo-a-passo aqui.

 

vegan cheesecake 

Tofu com Broa

by 26 de Novembro de 2019
É uma receita tradicional revisitada nesta versão vegetariana e veste a nossa Ceia de Natal já há uns anos a esta parte.

Quando comecei a fazer os natais vegetarianos experimentei algumas receitas diferentes, mas gostava de ter uma receita que fosse “aquela” receita da consoada. E depois de algumas provas, foi deliberado em assembleia geral que esta seria a tal.

E é assim há pelo menos três anos a esta parte que este arquinimigo do Bacalhau com Broa faz as delícias de todos os vegetarianos cá de casa na noite de 24, e ainda se mistura com a bacalhoada de alguns omnívoros mais curiosos. Desenganem-se os que acham que este prato só resulta bem com bacalhau. Se o bacalhau vai com todos, o tofu só vai com alguns, mas a broa é sem dúvida um deles.

Se procuram ideias vegetarianas para a ceia natalícia considerem este Tofu com Broa por favor que é tão boa e tão fácil de fazer. Além disso aínda o podem acompanhar com um pouco de batata cozida e um extra de couves, caso na vossa mesa de Natal também haja o tradicional bacalhau com todos.

 

Antes de passarmos à receita deixo-vos algumas considerações prévias:

  1. Sobre a marinada – Gosto de marinar de véspera no figorífico para que o tofu ganhe mais sabor e de ir lá de vez em quando mexer delicadamente o saco. 
  2. Sobre o refogado – Este prato também pode ser feito sem refogar o tofu, tornando o prato ainda mais saudável. Se optarem por não fazer refogado, devem colocar na frigideira antiaderente apenas os cubos de tofu escorridos, sem qualquer gordura, para grelharem um pouco, e depois adicionam a água e temperos da marinada por cima, deixando evaporar do mesmo modo.
  3. Sobre a broa – Costumo usar uma broa escura, com mais centeio, tipo a de Avintes, porque passo o Natal no Norte, mas também podem usar broa de milho.
  4. O Tofu – Pode ser cortado em cubos pequenos mas também pode ser esfarelado. Pessoalmente aprecio mais em cubos pois a broa já é esfarelada, mas vai do gosto de cada um. 
  5. A melhor dica – Façam muita quantidade porque no dia seguinte também fica delicioso para fazer “roupa velha” ou “farrapo velho”.

 

Vamos à receita sem mais demoras.

tofu com broa

Ingredientes:

  • 6 – 8 folhas de couve portuguesa ou outra couve
  • 500g de tofu partido aos cubinhos (ou esfarelado)
  • 4 dentes de alho esmagados e picados
  • 4 – 6 folhas de louro
  • 1 ramo de coentros (separar pés e ramos)
  • miolo de broa (+/-500g)
  • alho em pó qb
  • azeite qb
  • 1 limão
  • 1 copo de vinho branco (+/200ml)
  • pimenta preta a gosto

 

Como se faz o Tofu com Broa?

1. Corta-se tofu aos cubinhos e coloca-se num saco (uso estes) a marinar de véspera com o alho, o vinho branco, o louro, os coentros (ramos), o limão e a pimenta preta.

2. Escaldam as folhas de couve (partidas caso sejam muito grandes) em água a ferver uns 5-7 minutos ou até parecerer que estão cozinhadas.

3. Numa frigideira antiaderente prepara-se o refogado com o alho e o louro da marinada e com os pés de coentros e reservam-se os ramos. Adicionam-se os cubos de tofu e cozinham-se um pouco. Rega-se com a restante água e temperos da marinada (folhas de coentros incluídas), mexe-se e deixa-se cozinhar até evaporar a água.

4. Desfaz-se o miolo de broa de centeio, adiciona-se um fio de azeite e o alho em pó e amassa-se bem com as mãos.

5. Colocam-se as folhas de couve bem escorridas no fundo de uma assadeira/pirex e regam-se com um fio de azeite. Adiciona-se o tofu, cobre-se com a broa e rega-se com mais um fio de azeite. Prensa-se um pouco para fazer uma capa e coloca-se forno só para tostar a parte de cima.

 

 

 

 

 

 



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